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Olá Imunidade.

Como e porquê reforçar o seu sistema imunitário.

A vitamina D3 e o Sistema Imunitário

Vários estudos têm confirmado que, uma característica comum aos óbitos relacionados com a COVID19, a grande maioria (estudo Italiano) têm uma deficiência de Vitamina D3.

O sistema imunitário está diretamente ligado com replicação celular e produção de agrupados proteicos ativos. Portanto, o estado nutricional de um indivíduo irá determinar também a eficácia da resposta imune e todo o sistema de proteção. Aminoácidos, vitaminas A, D, E, ácido fólico, Fe, Zn, Cu, Mg são alguns componentes que possuem estreita relação com a atuação do sistema imunitário.  Vem-se estabelecendo uma relação entre a vitamina D3 e o sistema imunitário. A carência da mesma pode estar associada a maior risco de surgimento de neoplasias, infeções, doenças cardiovasculares e autoimunes.

A Vitamina D é uma vitamina lipossolúvel, obtida a partir da reação da radiação ultravioleta tipo B e ela ocorre sob duas formas, vitamina D2 e a vitamina D3. Possui importantes funções no organismo dos humanos como sua atuação na regulação e manutenção da quantidade de fósforo e cálcio. Além disso, a vitamina D é um dos nutrientes em que se estabeleceu a estreita relação existente entre o seu status orgânico e o funcionamento do sistema imune.

A vitamina D possui duas formas em que sua absorção é possível, a dieta e a produção na pele. No caso da produção endógena refere que a mesma é influenciada não só pela estação (possuindo nível mais baixo no fim do inverno), como também pela latitude, estilo de vida (uso de protetor solar e roupas), pigmentação da pele e determinantes genéticos. Em relação a dieta, esta é responsável por apenas 20% das necessidades orgânicas. É importante frisar que são poucos os alimentos que naturalmente possuem quantidades relevantes de vitamina D3 ou vitamina D2 (ergocalciferol), destacando-se os peixes gordos (salmão, cavala, sardinha, óleo de fígado de bacalhau) e alguns tipos de cogumelos (shiitake, especialmente se desidratado). A gema de ovo, o leite e o fígado contem alguma quantidade dessa vitamina, mesmo que não tão abundante quanto as citadas acima.

A outra forma, será através da suplementação, onde pode ser escolhida dentro de uma grande variedade de apresentações e marcas.

Os níveis séricos de vitamina D são influenciados por diversos fatores, como a obesidade, exposição solar, atividade física, estado nutricional, pigmentação da pele e medicações.

Negros necessitam de 3-5 vezes mais exposição ao sol que brancos para produzirem as mesmas quantidades de vitamina D. O uso de protetor solar de fator 30 diminui a produção de vitamina D em mais de 95%.
A seguir temos a quantidade de vitamina D em cada um dos alimentos:

Óleo de fígado de bacalhau400–1.000 UI/1colher de chá (D3)
Salmão fresco selvagem600–1.000 UI/100 mL (D3)
Salmão fresco criado em cativeiro100–250 UI/100 mL (D3, D2)
Salmão enlatado300–600 UI/100 mL (D3)
Sardinhas em lata300 UI/100 mL (D3)
Cavala em lata250 UI/100 mL (D3)
Atum em lata236 UI/100 mL (D3)
Cogumelos shitake frescos100 UI/100 mL (D2)
Cogumelos shitake secos1.600 UI/100 mL (D2)
Gema de ovo20 UI/unidade (D3,D2)

Dosagens diárias recomendadas:

As crianças entre 0-1 anos necessitam, no mínimo, de 400 IU/dia (1 IU = 25 ng) de vitamina D.

As crianças com um ano ou mais (até 18 anos) necessitam de, no mínimo, 600 IU/dia para maximizar o desenvolvimento ósseo. No entanto, para manter os níveis séricos de 25(OH)D persistentemente acima de 30 ng/ml (75 nmol/L) pode ser necessária uma quantidade mínima de 1.000 IU/dia de vitamina D.

Os adultos entre os 19-50 anos necessitam de, no mínimo, 600 IU/dia de vitamina D para otimizar a função muscular e óssea. Para manter valores de vitamina D persistentemente acima de 30 ng/ml, pode ser necessário 1.500-2.000 IU/dia de vitamina D.

Todos os adultos com 50-70 anos necessitam de, pelo menos, 600 IU/dia.

Com mais de 70 anos as necessidades de vitamina D sobem para 800 IU/dia. Para manter os níveis acima de 30 ng/ml podem ser necessários suplementos de vitamina D até 1.500-2.000 IU/dia.

Em conclusão, a ingestão diária para um adulto, para manter valores de vitamina D persistentemente acima de 30 ng/ml, pode ser necessário 1.500 a 2.000 IU/dia.

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