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Ómegas: A História do “Milagre” que a Ciência Mandou Rever

Porque é que o que sabias sobre os ómegas pode estar errado

Diziam que o ómega-3 era a cura para quase tudo. Doenças cardíacas, declínio cognitivo, artrite, depressão…e, já agora, cabelo e unhas mais bonitos. A promessa era tentadora. E vendeu milhões de frascos.
Mas e se a ciência mais recente te dissesse que parte dessa história é… exagerada? E se o ómega-3, tal como o conheces, não for a bala mágica que te venderam? 
Este não é mais um artigo a repetir os benefícios do ómega-3. Esta é uma história sobre ciência que contradiz o marketing, sobre afirmações infundadas e sobre como podes (ou não) tirar partido deste suplemento.

Na Shaker somos honestos, somos sérios e, sobretudo, queremos o melhor para ti!
Sim, vendemos ómegas! Sim, os ómegas têm muitos benefícios. Mas neste artigo vais saber se é o suplemento certo para ti.

O que a ciência já sabia (e o que nunca te disseram)

Antes de mais: a ciência nunca disse que o ómega-3 era uma panaceia. Disse que alguns estudos observacionais associavam o consumo de peixe a um menor risco cardiovascular. Mas estudos observacionais não provam causalidade – e algumas empresas de suplementos fizeram desse “pode ser” uma certeza. 
A verdade inconveniente é esta:

“Aumentar o consumo de alimentos ricos em ómega-3 para além do habitual produz pouco ou nenhum efeito na diminuição do risco de morte ou de doenças cardiovasculares.”  — Cochrane Iberoamérica

Ensaios clínicos – o padrão base da ciência – mostram que o efeito do ómega-3 na prevenção cardiovascular é nulo ou muito pequeno. E o grau de certeza desta evidência é moderado a alto. Ou seja: não estamos a falar de uma dúvida. Estamos a falar de um dado científico robusto. 

O que revelou um estudo com 2.819 suplementos

Um estudo publicado no JAMA Cardiology analisou os rótulos de 2.819 suplementos de ómega-3 disponíveis no mercado. O resultado? Cerca de 74% faziam pelo menos uma afirmação de saúde. Mas apenas 19% tinham uma declaração qualificada revista pela FDA – ou seja, que reconhece a incerteza científica. 
Os restantes? Afirmações vagas e não comprovadas como:

  • “promove a saúde do coração”
  • “apoia a função cerebral”
  • “favorece a saúde das articulações”
  • “apoia a saúde ocular e imunitária”

Por isso, a primeira coisa a que deves ter atenção é às marcas do fabricante e à qualidade a ela inerente.

A confusão entre Peixe e Suplemento

Grande parte do exagero veio de uma confusão fundamental: confundir os benefícios de comer peixe com os benefícios de tomar suplementos.
Comer peixe (como salmão, sardinha ou cavala) duas vezes por semana traz benefícios comprovados para a saúde em geral. Mas o peixe não é apenas ómega-3 – contém proteínas de alta qualidade, vitamina D, selénio e outros nutrientes que trabalham em sinergia. Isolar o ómega-3 num frasco não replica esse efeito.
A conclusão é: se comes peixe regularmente, um suplemento provavelmente não vai acrescentar nada. Se não comes, um suplemento pode ser útil – mas não esperes milagres.

Óleo de Peixe vs. Óleo de Krill – e a confusão dos fosfolípidos

Há quem defenda que o óleo de krill é superior ao óleo de peixe, porque os ácidos gordos estão ligados a fosfolípidos, o que supostamente melhora a absorção. Mas o que é que a ciência diz sobre isso?
Um estudo de Ramprasath mostrou que o krill elevou o índice de ómega-3 no sangue mais rapidamente do que o óleo de peixe. No entanto, um outro estudo mais recente de Yurko-Mauro demonstrou que,
quando as doses de EPA e DHA são rigorosamente iguais, não há diferença significativa na absorção entre os dois. 
Ou seja: a diferença pode não ser o tipo de óleo, mas sim a quantidade de EPA e DHA que estás a consumir. E as diferenças de absorção, quando existem, não são necessariamente clinicamente relevantes.

E os vegetais? A conversão do ALA que quase nunca acontece

Outra confusão comum: achar que as fontes vegetais de ómega-3 (sementes de chia, linhaça, nozes) são equivalentes ao ómega-3 de peixe.
Não são! As fontes vegetais contêm ALA, que o corpo precisa de converter em EPA e DHA. E essa conversão é limitada e ineficiente – entre 5% e 15%, dependendo da pessoa. 
Isso não significa que devas evitar sementes de linhaça (que são ótimas para as fibras), mas significa que, se o teu objetivo são os benefícios associados ao EPA/DHA, as fontes marinhas ou suplementos com EPA/DHA são bem mais diretos.

As doses importam? E os rótulos?

Um outro problema: a dose de EPA e DHA nos suplementos varia imenso. O estudo do JAMA Cardiology encontrou uma “heterogeneidade significativa” nas doses diárias, com a mediana a rondar os 600 mg/dia, mas com produtos que variavam entre 300 mg e 1100 mg. 
Além disso, mais de 20% dos adultos com mais de 60 anos tomam ómega-3 para a saúde cardíaca, apesar dos ensaios clínicos não mostrarem benefício significativo. Talvez o dinheiro gasto nisso pudesse ser aplicado em intervenções com eficácia comprovada. 

O que deves fazer? (sem exageros)

Depois desta leitura, a resposta não é “nunca tomes ómega-3”. É: toma se fizer sentido para ti, mas sem expectativas milagrosas.

  1. Começa pela alimentação. Duas porções de peixe gordo por semana. Se já o fazes, estás no bom caminho. 
  2. Se não comes peixe… um suplemento de 1 a 2 gramas de EPA+DHA por dia pode ser uma abordagem razoável. É uma dose segura e frequentemente recomendada. 
  3. Escolhe com critério. Procura produtos com certificação IFOS, USP ou ConsumerLab (garantem pureza e que a dose do rótulo corresponde à cápsula). Evita marcas com afirmações vagas e exageradas. 
  4. Consulta o teu médico. Especialmente se tomas anticoagulantes – o ómega-3 pode ter efeito anticoagulante em doses altas (acima de 3g/dia). 
  5. Não substituas estatinas ou medicação prescrita por ómega-3, pois a eficácia não é comparável.

Pensa sobre isto: quando a Shaker publica um artigo que questiona até os próprios produtos que vende, está a dizer-te:

“Nós não estamos aqui só para vender. Estamos aqui para te ajudar a fazer escolhas informadas e acertadas para o teu caso.”

Isso é o que separa uma simples loja de suplementos de uma marca de confiança.
A Shaker não é uma loja qualquer. É uma loja que se preocupa com o que vende. E que tem coragem de dizer a verdade – mesmo quando essa verdade podia custar uma venda hoje. Mas temos a certeza que é por isso que os nossos clientes voltam.

Frango com Amendoim – Receita Saudável, Saborosa e Fácil

O clássico asiático que vai conquistar a tua cozinha

O frango com amendoim é um daqueles pratos que parece complicado, mas é surpreendentemente simples de preparar. É uma receita que agrada a quase todos – crianças, adultos, fãs de comida asiática e até quem prefere sabores mais neutros.

O contraste entre o frango tenro, os legumes crocantes e o molho agridoce com a textura do amendoim fazem deste prato um clássico da cozinha asiática. Além disso, é uma excelente fonte de proteína magra (frango) e gorduras saudáveis (amendoim).

Ingredientes (para 4 pessoas)

Para o Frango:

  • 600g de peito de frango (cortado em cubos médios)

  • 1 colher de sopa de molho de soja (ou shoyu)

  • 1 colher de sopa de amido de milho (maizena) – opcional, para dar crocância

  • 1 dente de alho (picado finamente)

  • 1 colher de chá de gengibre ralado (opcional)

Para o Molho:

  • 4 colheres de sopa de molho de soja (ou shoyu)

  • 2 colheres de sopa de molho de ostra (ou molho de peixe, para um sabor mais autêntico)

  • 1 colher de sopa de açúcar mascavado (ou mel, ou adoçante natural)

  • 2 colheres de sopa de vinagre de arroz (ou vinagre de maçã)

  • 1 colher de sopa de óleo de sésamo (opcional, mas recomendado)

  • 100ml de água

  • 1 colher de sopa de amido de milho (para engrossar)

Para o Salteado:

  • 2 colheres de sopa de óleo vegetal (girassol, amendoim ou coco)

  • 1 cebola média (cortada em cubos)

  • 2 dentes de alho (picados)

  • 1 pimento vermelho (cortado em tiras)

  • 1 cenoura média (cortada em rodelas finas ou juliana)

  • 1 courgette (cortada em meias-luas) – opcional

  • 150g de cogumelos frescos (shiitake ou champignon) – opcional

Para Finalizar:

  • 100g de amendoim torrado (sem sal, grosseiramente picado)

  • 2 cebolinhas (picadas)

  • Sementes de sésamo (para decorar)

  • Malagueta picada (opcional, para quem gosta de picante)

Preparação Passo a Passo

Passo 1: Preparar o Frango (10 min + 15 min marinada)

  1. Corta o frango em cubos médios (2-3 cm) – tenta manter todos os pedaços do mesmo tamanho para cozinharem uniformemente.
  2. Tempera com o molho de soja, o alho picado e o gengibre (se usares).
  3. Adiciona o amido de milho e mistura bem. O amido vai ajudar a criar uma camada fina que dá crocância e ajuda a reter os sucos do frango.
  4. Deixa marinar 15-20 minutos enquanto preparas os restantes ingredientes.

Passo 2: Preparar o Molho (5 minutos)

  1. Numa taça pequena, mistura todos os ingredientes do molho:
      • Molho de soja (4 colheres de sopa)

      • Molho de ostra (2 colheres de sopa)

      • Açúcar mascavado (1 colher de sopa)

      • Vinagre de arroz (2 colheres de sopa)

      • Óleo de sésamo (1 colher de sopa)

      • Água (100ml)

      • Amido de milho (1 colher de sopa)

  2. Mistura bem até o amido estar completamente dissolvido. Reserva.

Passo 3: Preparar os Legumes (5 minutos)

  1. Corta a cebola em cubos.
  2. Corta o pimento em tiras.
  3. Descasca e corta a cenoura em rodelas finas (ou em juliana para uma apresentação mais elegante).
  4. Corta a courgette em meias-luas.
  5. Se usares cogumelos, corta em fatias.

Passo 4: Saltear o Frango (8-10 minutos)

  1. Aquece uma colher de sopa de óleo numa frigideira grande ou wok, em lume médio-alto.
  2. Quando o óleo estiver quente, adiciona os cubos de frango, sem sobrelotar a frigideira (se necessário, cozinha em duas levas).
  3. Salteia o frango por 5-7 minutos, mexendo ocasionalmente, até estar dourado e cozido por dentro (o centro deve estar branco e os sucos claros).
  4. Retira o frango da frigideira e reserva num prato.

Passo 5: Saltear os Legumes (5-7 minutos)

  1. Na mesma frigideira, adiciona a segunda colher de óleo.
  2. Adiciona a cebola e o alho e salteia por 2 minutos, até ficarem translúcidos.
  3. Adiciona a cenoura e salteia por mais 2 minutos.
  4. Adiciona o pimento e a courgette (e os cogumelos, se usares) e salteia por mais 2-3 minutos.
  5. Os legumes devem ficar crocantes e com cor vibrante – não os cozinhes demasiado.

Passo 6: Juntar Tudo e Finalizar (5 minutos)

  1. Adiciona o frango de volta à frigideira, juntamente com os sucos que largou.
  2. Mexe o molho reservado (o amido pode ter assentado) e verte sobre o frango e legumes.
  3. Envolve bem e deixa cozinhar em lume médio-baixo por 3-4 minutos, até o molho engrossar ligeiramente e envolver todos os ingredientes.
  4. Adiciona o amendoim torrado e as cebolinhas picadas, e mexe rapidamente.
  5. Ajusta os temperos a gosto (mais molho de soja ou vinagre, se necessário).

Passo 7: Servir (2 minutos)

  1. Serve imediatamente, polvilhado com sementes de sésamo e, se gostares de picante, com algumas rodelas de malagueta.
  2. Acompanha com arroz branco, arroz integral ou quinoa (as receitas de arroz de jasmim ou arroz de coco são particularmente boas com este prato).

Dicas de Chef para um Frango com Amendoim Perfeito

DicaPorquê?
Usa peito de frango ou coxa desossada?O peito é mais magro, mas a coxa é mais suculenta e saborosa. Podes combinar os dois.
Não sobrecarregues a frigideiraSe colocares demasiado frango de uma vez, ele vai cozinhar em vez de saltear (vai largar água e não vai dourar). Cozinha em duas levas se necessário.
Amendoim torrado de qualidadeUsa amendoim torrado sem sal, de boa qualidade. O amendoim de mercearia pode ter qualidade inferior e afetar o sabor do prato.
O molho é a alma do pratoAjusta a doçura, acidez e salgura conforme o teu gosto. O molho deve ser equilibrado – nem muito doce, nem muito salgado.
Prepara todos os ingredientes antes de começarO salteado é rápido. Se parares para cortar algo, o frango ou os legumes podem cozinhar demasiado.

Variações da Receita

Versão Low-Carb / Keto:

  • Substitui o açúcar mascavado por eritritol ou stevia.

  • Acompanha com arroz de couve-flor (couve-flor ralada e salteada) em vez de arroz normal.

  • Usa óleo de coco em vez de óleo vegetal.

  • Adiciona mais legumes (espinafres, brócolos) para aumentar o volume sem adicionar carboidratos.

Versão Mais Picante:

  • Adiciona 1 colher de chá de pasta de malagueta (ou sambal oelek) ao molho.

  • Salpica malagueta fresca picada no final.

  • Usa amendoim com pimenta em vez de amendoim natural.

Versão Mais Saudável (Menos Calorias):

  • Usa peito de frango grelhado em vez de salteado em óleo.

  • Reduz o açúcar e aumenta o vinagre.

  • Acompanha com arroz integral em vez de arroz branco.

Versão Vegetariana:

  • Substitui o frango por tofu firme (em cubos, salteado até dourar).

  • Usa molho de soja + molho de ostra vegetariano ou molho de peixe vegetariano.

  • Mantém os restantes ingredientes.

Informação Nutricional (por porção – sem acompanhamento)

NutrienteQuantidade
Calorias420-480 kcal
Proteína38-42g
Gordura22-26g
Hidratos de carbono18-22g
Fibras4-6g
Açúcares8-10g

Benefícios para a Saúde

Frango:

  • Proteína magra – essencial para a reparação muscular, pele, cabelo e unhas

  • Baixo em gordura saturada – em comparação com carnes vermelhas

Amendoins:

  • Gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas – gorduras saudáveis que ajudam a proteger o coração

  • Proteína vegetal – complementa a proteína do frango

  • Fibra – promove a saciedade e a saúde intestinal

  • Vitamina E e magnésio – antioxidantes e minerais essenciais

Legumes:

  • Vitaminas e minerais – especialmente vitamina C, potássio e fibras

  • Fitoquímicos – compostos naturais que protegem contra doenças

Sugestões de Acompanhamento

  • Arroz de jasmim – o clássico asiático

  • Arroz de coco – uma versão mais aromática e cremosa

  • Quinoa – para uma opção mais nutritiva e rica em proteína

  • Macarrão de arroz – para uma versão mais próxima do “frango com amendoim” tailandês

  • Salada de pepino e cebolinha – para um contraste fresco

❓ Perguntas Frequentes

1. Posso usar amendoim cru?
Sim, mas deves torrá-lo previamente. Coloca o amendoim cru numa frigideira seca e aquece em lume médio, mexendo frequentemente, até dourar. Toma cuidado para não queimar.

2. Qual a melhor alternativa ao amendoim?
Castanha de caju, nozes ou sementes de girassol (se houver alergia ao amendoim).

3. O frango com amendoim é adequado para intolerantes ao glúten?
Sim, se usares molho de soja sem glúten (tamari) e verificares que os restantes ingredientes são isentos de glúten.

4. Posso congelar esta receita?
Sim. Congela em porções individuais, sem o amendoim por cima (o amendoim pode perder a textura ao descongelar). Adiciona o amendoim fresco no momento de servir.

5. O molho fica demasiado líquido ou espesso?
Se ficar líquido, deixa cozinhar mais 1-2 minutos em lume médio-alto para reduzir. Se ficar demasiado espesso, adiciona mais 1-2 colheres de sopa de água ou caldo de frango.

6. Posso fazer sem o amido de milho?
Sim, mas o molho não vai engrossar da mesma forma. Podes substituir o amido de milho por farinha de arroz (em dose dupla) ou simplesmente omitir e servir com um molho mais líquido.

Uma Última Dica: O “Wok Hei”

Os chefs chineses falam do wok hei – o “sopro do wok”, o aroma defumado e caramelizado que se obtém quando a comida é cozinhada em altas temperaturas. Se tiveres um wok, usa-o; se não, uma frigideira larga e bem quente também faz maravilhas. A chave é o lume alto, poucos ingredientes de cada vez e movimentos rápidos.

Bom apetite! 

Buns Of Steel: O Segredo para um Bumbum Perfeito neste Verão

O creme termoativo que está a revolucionar a forma de esculpir os glúteos

O verão chegou. E com ele, a vontade de mostrar o resultado de meses de treino, alimentação cuidada e disciplina. Mas sabes o que mais pode fazer a diferença entre um bumbum “normal” e um bumbum que se destaca?
Um aliado que trabalha contigo, mesmo quando não estás no ginásio.

Apresentamos-te o Buns Of Steel – o creme termoativo mais desejado do mundo fitness, disponível na Shaker,

O que é o Buns Of Steel?

O Buns Of Steel é um creme termoativo firmador desenvolvido pela renomada marca americana SteelFit. Foi formulado para tonificar, firmar e levantar a região dos glúteos e coxas, ajudando a conquistar aquele visual durinho e modelado que sempre quiseste.
A sua fórmula contém o ingrediente patenteado Intenslim™ (em concentração de 4%), reconhecido pela sua capacidade de reduzir o acúmulo de gordura localizada e melhorar o contorno corporal.

Como Funciona? A Ciência por trás do produto

A pele é o maior órgão do corpo. É composta por três camadas: a epiderme (camada exterior), a derme (onde se encontram as fibras de colagénio e elastina) e a hipoderme (camada mais profunda, onde se acumula a gordura).

O Buns Of Steel foi desenvolvido com ingredientes que conseguem ultrapassar a barreira da pele e atuar diretamente na gordura localizada nas camadas mais profundas.

A sensação de calor e formigueiro que sentes ao aplicar o produto indica que os ingredientes ativos estão a aumentar a energia na área tratada, permitindo uma absorção mais eficiente e sinalizando ao corpo para reduzir as placas de gordura

Ingredientes-Chave e o que fazem

IngredienteFunção
Intenslim™ (4%)Patenteado, combate o acúmulo de gordura localizada e melhora o contorno corporal
CafeínaPromove a lipólise (quebra de gordura), melhora a textura e firmeza da pele
Regestril™Reduz a profundidade das estrias em até 72% em 2 meses, promovendo a regeneração celular
Coenzima AEstimula o metabolismo energético celular
Zerumbet (gengibre)Estimula a circulação, promove firmeza e tonicidade da pele
CarnitinaAuxilia no transporte de ácidos gordos para as mitocôndrias
Globularia CordifoliaPromove a regeneração dos tecidos da pele e a sua desintoxicação

O verão é a estação do corpo à mostra. Mas também é a estação em que o metabolismo está naturalmente mais acelerado. O calor, a maior exposição solar e o aumento da atividade física criam o ambiente perfeito para potencializar os efeitos do Buns Of Steel.
Verão + Buns Of Steel = Combinação Perfeita!

Fator de VerãoComo Potencia o Efeito do Produto
Maior circulação sanguíneaO calor natural amplifica a ação termoativa do creme
Treinos mais frequentesO produto foi desenhado para ser usado antes do exercício
Pele mais expostaMaior motivação para manter a consistência na aplicação
Alimentação mais leveDietas ricas em água e nutrientes complementam a ação do creme

Benefícios que vais sentir (e ver)

  • Firmeza e tonicidade visíveis – melhora a aparência e textura da pele, deixando-a mais lisa e uniforme

  • Efeito lifting natural – ajuda a levantar e redefinir o contorno dos glúteos

  • Redução da aparência de celulite – suaviza irregularidades e promove uma pele mais homogénea

  • Ação termoativa intensa – estimula a circulação e o metabolismo local

  • Redução de estrias – o Regestril™ atua na regeneração celular, diminuindo a profundidade das estrias em até 72%

  • Resultados progressivos – com o uso contínuo, os efeitos tornam-se cada vez mais percetíveis

Como Usar Para Resultados Máximos

  1. Aplica duas vezes por dia – 15 minutos antes do treino, após o banho e/ou antes de dormir
  2. Massageia firmemente na pele até completa absorção
  3. Deixa secar completamente antes do contacto com roupas ou lençóis
  4. Lava as mãos imediatamente após a aplicação (evita o contacto com olhos ou áreas sensíveis)

A Combinação Perfeita: Buns Of Steel + Treino + Alimentação de Verão

O Buns Of Steel é o aliado ideal para quem quer acelerar a definição muscular e melhorar o contorno corporal. No entanto, para resultados máximos, é recomendado usá-lo em conjunto com:

  • Exercícios regulares direcionados para os glúteos (agachamentos, afundos, elevações pélvicas)

  • Uma alimentação equilibrada, rica em proteínas e pobre em açúcares refinados

A aplicação 15 minutos antes do treino potencia a circulação local e a queima de gordura durante o exercício, tornando cada sessão mais eficiente.

Qual o Melhor Combustível para o Cérebro: Cetonas ou Glicose?

O Debate que Está a Revolucionar a Neurociência Nutricional

O Cérebro – Um Órgão Voraz

O teu cérebro representa apenas 2% do teu peso corporal, mas consome cerca de 20% de toda a energia que gastas. É, de longe, o órgão mais exigente do teu corpo. Para funcionar bem – para pensares com clareza, memorizares informações, tomares decisões e regulares as funções vitais – o teu cérebro precisa de combustível constante e de qualidade Durante décadas, acreditou-se que esse combustível só podia ser um: a glicose (açúcar no sangue). A glicose é, de facto, o combustível preferencial do cérebro em situações normais. No entanto, a ciência mais recente mostra algo fascinante: o teu cérebro consegue funcionar de forma extremamente eficiente com um combustível alternativo – as cetonas (produzidas pelo fígado a partir da queima de gordura) – especialmente quando a glicose escasseia (jejum, dietas low-carb, exercício prolongado ou situações metabólicas específicas).
Mas afinal, qual é o melhor combustível para o cérebro? A resposta, como quase tudo na biologia, é: depende.
Neste artigo, vamos explorar:

  • ✅ Como o cérebro usa glicose e cetonas (os mecanismos)

  • ✅ Vantagens e desvantagens de cada combustível

  • ✅ O que diz a ciência sobre performance cognitiva em diferentes estados metabólicos

  • ✅ Quando um combustível pode ser melhor que o outro

  • ✅ Como podes influenciar a escolha do teu cérebro através da alimentação e suplementação

Como o Cérebro Usa a Glicose (O Combustível Clássico)

O Caminho da Glicose até ao Cérebro

A glicose vem principalmente dos hidratos de carbono que comes (pão, massa, arroz, fruta, doces, etc.). Após a digestão, a glicose entra na corrente sanguínea. O pâncreas liberta insulina, que “abre a porta” das células para a glicose entrar. O cérebro é um consumidor privilegiado – consegue captar glicose mesmo sem insulina (através de transportadores GLUT1 e GLUT3, altamente eficientes e sempre ativos).

Uma vez dentro do neurónio, a glicose é quebrada em ATP (a moeda energética da célula) através de um processo chamado glicólise (que ocorre no citoplasma) seguido de fosforilação oxidativa (nas mitocôndrias).

Vantagens da Glicose para o Cérebro

VantagemExplicação
Velocidade de acessoA glicose está sempre disponível no sangue (em indivíduos saudáveis)
Produção rápida de ATPA glicólise é um processo rápido, ideal para momentos de alta exigência cognitiva
Baixa exigência de oxigénioO cérebro pode produzir energia a partir de glicose mesmo com menos oxigénio (útil em altitudes ou esforço extremo)

Desvantagens da Glicose

DesvantagemExplicação
Dependência de ingestão frequenteO cérebro armazena muito pouca glicose (apenas alguns minutos de reserva)
Flutuações de performancePicos e quedas de glicose afetam diretamente a clareza mental
Potencial inflamatórioNíveis cronicamente elevados de glicose e insulina podem promover inflamação cerebral (fator de risco para doenças neurodegenerativas)

Como o Cérebro Usa Cetonas (O Combustível Metabólico)

O que são cetonas?

As cetonas (beta-hidroxibutirato, acetoacetato e acetona) são moléculas produzidas pelo fígado a partir da oxidação de ácidos gordos – ou seja, da queima de gordura. Este processo ocorre quando:

  • Fazes jejum (após 12-16 horas sem comer)

  • Segues uma dieta baixa em hidratos de carbono (cetogénica, low-carb)

  • Praticas exercício prolongado (as reservas de glicogénio esgotam e o corpo vira-se para a gordura)

  • Fazes restrição calórica (em geral)

Como entram no cérebro?

Os transportadores monocarboxilados (MCT1, MCT2) na barreira hematoencefálica permitem que as cetonas entrem no cérebro. Uma vez dentro do neurónio, as cetonas são convertidas em acetil-CoA e entram no ciclo de Krebs (nas mitocôndrias) para produzir ATP – de forma muito eficiente, sem passar pela glicólise.

Vantagens das Cetonas para o Cérebro

VantagemExplicação
Fonte de energia estávelNão há picos nem quedas – os níveis de cetonas no sangue são relativamente constantes durante a cetose
Maior eficiência energéticaAs cetonas produzem mais ATP por molécula de oxigénio consumido (cerca de 25-30% mais eficiente que a glicose). Isto é particularmente vantajoso para o cérebro, que é muito sensível ao stress oxidativo
Efeitos neuroprotetoresAs cetonas têm propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes diretas no tecido cerebral. Reduzem a produção de espécies reativas de oxigénio (ROS) e modulam vias inflamatórias
Estabilidade cognitivaSem flutuações de glicose, a clareza mental tende a ser mais consistente ao longo do dia (menos “brain fog” pós-almoço)
Autonomia energéticaO corpo pode produzir cetonas a partir da própria gordura corporal – não dependes de comer a cada poucas horas

Desvantagens das Cetonas

DesvantagemExplicação
Período de adaptaçãoO cérebro leva dias a semanas para se adaptar à utilização eficiente de cetonas (a chamada “ceto-adaptação”). Durante esta fase, podem ocorrer sintomas como fadiga, névoa mental, irritabilidade (“keto flu”)
Menor potência imediataEm momentos de exigência cognitiva extrema e súbita, a glicose pode ser mais rapidamente mobilizada (embora a diferença seja pequena em indivíduos adaptados)
Exigência de protocolo rigorosoPara atingir níveis terapêuticos de cetonas, é necessário um regime alimentar restritivo (jejum ou dieta cetogénica), o que pode ser desafiante social e psicologicamente

O Que Diz a Ciência? (Evidências Atuais)

1. Glicose vs Cetonas: Performance Cognitiva em Estado Agudo

Diversos estudos compararam a performance cognitiva de indivíduos em jejum, após refeição rica em hidratos ou em cetose nutricional.

EstudoConclusão
Peña et al. (2020)Níveis moderadamente elevados de cetonas (1-2 mM) não prejudicam a função cognitiva em adultos saudáveis
Krikorian et al. (2012)Pacientes com défice cognitivo leve (DCL) melhoraram a memória após 6 semanas de dieta cetogénica
Halloway et al. (2017)Atletas em cetose nutricional mantiveram função cognitiva normal durante exercício prolongado, enquanto o grupo com hidratos mostrou declínio no final da prova

Conclusão provisória: Em estado agudo e para a maioria das tarefas cognitivas, não há diferença significativa entre glicose e cetonas. O cérebro é adaptável.

2. Doenças Neurodegenerativas (O Papel Terapêutico das Cetonas)

A área mais promissora da investigação sobre cetonas e cérebro é, sem dúvida, a neuroproteção e o tratamento de doenças neurodegenerativas.

Doença de Alzheimer (frequentemente apelidada de “diabetes tipo 3”):
Estudos mostram que cérebros com Alzheimer têm défice na captação de glicose. As cetonas contornam este bloqueio, fornecendo uma fonte alternativa de energia. Ensaios clínicos com MCT (triglicéridos de cadeia média) – que elevam as cetonas sem necessidade de dieta cetogénica restritiva – mostraram melhorias modestas, mas significativas, na função cognitiva de pacientes com Alzheimer ligeiro a moderado.

Epilepsia refratária:
A dieta cetogénica é usada há quase um século no tratamento da epilepsia em crianças que não respondem a fármacos. O mecanismo não é totalmente claro, mas envolve, provavelmente, a modulação de neurotransmissores e a estabilização da excitabilidade neuronal.

Doença de Parkinson, Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), Traumatismos Cranianos:
Estudos preliminares em animais e humanos sugerem que as cetonas podem ter efeitos benéficos, reduzindo a neuroinflamação e promovendo a reparação mitocondrial. No entanto, são necessários mais ensaios clínicos.

3. Exercício Físico e Cérebro

Durante exercício prolongado, a glicose sanguínea pode diminuir (se as reservas hepáticas de glicogénio se esgotarem), afetando a função cognitiva (tempo de reação, tomada de decisão). Atletas adaptados à cetose mantêm níveis de cetonas estáveis e evitam este declínio.


Glicose vs Cetonas: Qual o Melhor para Cada Situação?

SituaçãoCombustível mais adequadoPorquê?
Dia normal (alimentação mista)Glicose + cetonasO cérebro usa preferencialmente glicose, mas também algumas cetonas (especialmente em jejum noturno)
Jejum intermitente (16-24h)Cetonas (cada vez mais)As reservas de glicogénio diminuem; o fígado produz cetonas para sustentar o cérebro. Muitas pessoas relatam maior clareza mental durante o jejum
Dieta cetogénica (adaptado)Cetonas (70-90% da energia cerebral)O cérebro adapta-se e pode obter a maior parte da energia das cetonas, com apenas ~30% de glicose (produzida a partir de certos aminoácidos)
Tarefa cognitiva muito exigente e súbita (ex: exame, apresentação)Glicose (rapidamente disponível)Embora as cetonas também funcionem, a glicose é mobilizada mais rapidamente. Um pequeno snack com hidratos de baixo a médio índice glicémico pode ser útil
Prevenção neurodegenerativa / saúde cerebral a longo prazoCetonas (intermitente)Os benefícios anti-inflamatórios e mitocondriais das cetonas parecem ser protetores a longo prazo. Não precisa ser dieta cetogénica permanente; o jejum intermitente e o exercício já induzem cetose ligeira
Atleta de endurance (prova longa)Glicose + cetonas (estratégia mista)Manter a glicose estável (com géis ou bebidas) e complementar com cetonas exógenas (suplementos) pode prolongar a resistência mental e física

Como Influenciar a Escolha do Teu Cérebro (Sem Extremismos)

Não precisas de escolher um “lado”. O cérebro é metabolicamente flexível. Podes e deves treinar essa flexibilidade.

Estratégia 1: Alimentação Mista com Hidratos de Qualidade

  • Prioriza hidratos de carbono complexos (batata doce, arroz integral, quinoa, aveia, leguminosas) em vez de açúcares simples e farinhas refinadas

  • Adiciona gordura saudável (azeite, abacate, frutos secos, peixe gordo) a cada refeição

  • Inclui proteína adequada (ovos, frango, peixe, leguminosas)

Resultado: Níveis de glicose estáveis, sem picos; produção moderada de cetonas durante a noite ou entre refeições.

Estratégia 2: Jejum Intermitente (12-16 horas)

  • Jantar mais cedo (ex: 19h) e pequeno-almoço mais tarde (ex: 9h-11h)

  • Durante o jejum, o corpo produz cetonas de forma natural

  • Muitas pessoas relatam maior clareza mental e energia pela manhã, antes de comer

Importante: Jejum intermitente não é para todos (grávidas, diabéticos tipo 1, pessoas com historial de distúrbios alimentares devem evitar ou consultar médico).

Estratégia 3: Suplementos com MCT (Triglicéridos de Cadeia Média)

O óleo MCT (coco ou fraccionado) é rapidamente convertido em cetonas pelo fígado, mesmo na presença de hidratos de carbono.

Como usar:

  • Começa com 1 colher de chá (para evitar desconforto digestivo)

  • Aumenta gradualmente até 1-2 colheres de sopa por dia

  • Adiciona ao café, batido proteico, iogurte ou sopa

Efeito: Aumento rápido dos níveis de cetonas (30-60 minutos após ingestão), sem necessidade de dieta cetogénica restritiva. Ideal para:

  • Manhãs em jejum (café bulletproof)

  • Pré-treino (energia cerebral sustentada)

  • Tardes de trabalho intenso (foco sem cafeína)

Estratégia 4: Ciclos de Baixo Carboidrato (Carb Cycling)

Por exemplo:

  • Dias de treino intenso: hidratos moderados (para performance)

  • Dias de descanso: baixo carboidrato (para induzir cetose ligeira e sensibilidade à insulina)

O Fator Esquecido: A Qualidade da Glicose e das Gorduras

Não é apenas “glicose vs cetonas”. É a qualidade metabólica de cada uma.

Glicose “Suja” vs Glicose “Limpa”

  • Glicose suja: açúcar refinado, xarope de milho, farinha branca. Causa picos rápidos de glicose, excesso de insulina, inflamação.

  • Glicose limpa: hidratos complexos, fruta inteira, leguminosas. Libertação lenta, sem picos.

Cetonas “Naturais” vs Cetonas “Exógenas”

  • Cetonas naturais: produzidas pelo fígado a partir da queima da própria gordura (benefícios metabólicos adicionais).

  • Cetonas exógenas: suplementos de beta-hidroxibutirato (BHB). Úteis para elevar rapidamente as cetonas, mas sem os benefícios da queima de gordura endógena.

Suplementos que Podem Ajudar na Flexibilidade Metabólica e Saúde Cerebral

Na Shaker, destacamos:

SuplementoBenefício para o cérebroDosagem sugerida
MCT Oil (C8)Produção rápida de cetonas, energia cerebral sem hidratos5-15ml/dia (começar gradual)
CreatinaEnergia cerebral, reduz fadiga mental (especialmente em vegetarianos)3-5g/dia
Ômega-3 (DHA/EPA)Estrutura neuronal, anti-inflamatório cerebral1000-2000mg EPA/DHA/dia
Magnésio (L-Treonato)Melhora a plasticidade sináptica, sono e relaxamento2000mg (fornece 200mg magnésio elementar)
Vitaminas B (Metiladas)Metabolismo energético, redução da homocisteína (neuroprotetor)1 cápsula/dia
Combustível para o Cérebro

Conclusão: Não Escolhas um Lado – Treina a Flexibilidade

O cérebro humano evoluiu para ser metabolicamente flexível. Em tempos de abundância de hidratos (verão, frutos), usava glicose. Em tempos de escassez (inverno, jejum), usava cetonas. Essa capacidade de alternar entre combustíveis é uma das razões para o nosso sucesso evolutivo.

A resposta à pergunta “qual o melhor combustível para o cérebro?” é:

  • Para a maioria das pessoas, na maioria dos dias: uma alimentação mista com hidratos complexos, gordura saudável e jejum noturno proporciona o melhor dos dois mundos.

  • Para situações específicas: cetonas (naturais ou suplementares) podem oferecer vantagens em clareza mental, resistência cognitiva e neuroproteção.

  • Para saúde cerebral a longo prazo (prevenção de declínio cognitivo): a capacidade de produzir e usar cetonas (mesmo que só intermitentemente) parece ser protetora.

O conselho final: não tenhas medo da gordura. Não tenhas medo dos hidratos complexos. Treina o teu cérebro a usar ambos. E acima de tudo, evita os extremos: refeições constantes de hidratos refinados (que viciam o cérebro na glicose e promovem inflamação) e dietas radicalmente restritivas a longo prazo (que podem ser desafiantes socialmente e nutricionalmente).

O teu cérebro agradece a flexibilidade. E a tua performance cognitiva também. 

Hidratação no Verão: Guia para te manteres no topo (mesmo com calor)

O Verão Chegou – e o Teu Corpo Pede Mais

O verão é a estação dos treinos ao ar livre, das provas de endurance, dos dias intermináveis de sol. Mas é também a estação em que o teu corpo enfrenta um dos seus maiores desafios: a desidratação.

Quando a temperatura sobe, o teu sistema de arrefecimento natural – o suor – entra em ação. E é fantástico. Mas cada gota de suor que escorre da tua testa leva consigo não apenas água, mas também electrólitos essenciais (sódio, potássio, cálcio, magnésio) e, indiretamente, a tua energia.

O resultado? Fadiga precoce, cãibras, tonturas e uma queda de performance que nada tem a ver com a tua preparação – tem a ver com a tua hidratação.

Neste artigo, vamos explorar:

  • ✅ Porque a hidratação no verão é diferente (e mais exigente)

  • ✅ O papel dos electrólitos (e porque a água sozinha não chega)

  • ✅ Quando e como usar géis energéticos em dias quentes

  • ✅ Dois produtos que podem salvar o teu treino: os comprimidos de hidratação e os géis isotónicos da Applied Nutrition

  • ✅ Estratégias práticas para treinos, provas e dias de calor extremo

Porque a Hidratação no Verão é um Desafio Maior

A Ciência do Suor

O suor é o teu melhor amigo no verão – é ele que evita que o teu corpo sobreaqueça. Mas também é o teu “inimigo silencioso” quando não o repões adequadamente.
Em média, um atleta pode perder:

CondiçãoPerda de suor por hora
Corrida leve (temperatura amena)0,5 – 1,0 litro
Corrida moderada (dia quente)1,0 – 1,5 litros
Corrida intensa (calor extremo >30°C)1,5 – 2,5 litros

O que isto significa na prática: Numa corrida de 2 horas num dia quente, podes perder até 3 litros de água e uma quantidade significativa de electrólitos.

Electrólitos: Os Heróis Desconhecidos da Hidratação

Os electrólitos são minerais com carga elétrica que circulam no teu sangue, na urina e nos fluídos corporais. São eles que permitem que os teus músculos contraiam, que os teus nervos transmitam sinais, e que o teu coração bata no ritmo certo.

ElectrólitoFunção PrincipalSinal de défice
Sódio (Na⁺)Mantém volume de fluidos, transmissão nervosaCãibras, tonturas
Potássio (K⁺)Equilíbrio hídrico intracelular, função cardíacaFraqueza muscular, fadiga
Cálcio (Ca²⁺)Contração muscular, coagulaçãoCãibras, formigueiro
Magnésio (Mg²⁺)Relaxamento muscular, produção de energiaCãibras noturnas, irritabilidade

Quando corres ou pedalas em intensidade moderada a alta, perdes estes minerais pelo suor. Se não os repores, o teu corpo entra em défice – e a performance cai, mesmo que ainda tenhas energia.

Comprimidos de Hidratação: A Solução Prática e Eficaz

Os comprimidos efervescentes de hidratação são, para muitos atletas, a forma mais inteligente de se manterem hidratados no verão. Porquê?

  • ✅ Leves e práticos – cabem no bolso do calção ou no camelbak

  • ✅ Dosagem exata – sabes exatamente o que estás a repor

  • ✅ Zero açúcar – não interfere com dietas restritivas nem causa picos de insulina

  • ✅ Sabor agradável – incentiva a beber mais (e beber é metade da batalha)

Produto em Destaque: Endurance Hydration Electrolyte Effervescent Tablets

A Applied Nutrition desenvolveu uma fórmula completa para atletas de endurance. Cada comprimido (para 500 ml de água) fornece:

Nutriente Quantidade Benefício
Sódio 300 mg Previne cãibras, mantém volume de fluidos
Potássio 150 mg Equilíbrio hídrico, função cardíaca
Cálcio 120 mg Contração muscular, saúde óssea
Magnésio 56,25 mg Relaxamento muscular, previne cãibras
Vitamina C 80 mg Antioxidante, proteção celular
Vitaminas B3, B5, B6, B12 100% VRN Metabolismo energético, redução da fadiga

Sabores: Limão e lima, Laranja ou Frutos silvestres – refrescante, natural e não enjoativo, mesmo após horas de consumo.

Géis Energéticos: O Combustível que Não Pode Faltar

A hidratação é essencial, mas não chega. Durante exercícios prolongados, o teu corpo também precisa de combustível – e a principal fonte de energia de rápida utilização são os hidratos de carbono.

Os géis energéticos isotónicos são a forma mais prática e eficiente de fornecer esse combustível sem sobrecarregar o sistema digestivo.

O Produto em Destaque: Endurance Energy Isotonic Energy Gel (Cola)

Da mesma família Applied Nutrition, este gel foi desenhado para ser absorvido tão rapidamente quanto a água.

CaracterísticaDetalhe
Hidratos por gel23g
Açúcar0g
ElectrólitosMagnésio
VitaminasB6 e B12 (metabolismo energético)
TexturaIsotónica (não precisa de água para absorver)
SaborCola – familiar, agradável e não enjoativo

Quando Tomar o Gel?

  • Antes do cansaço – quando sentes fome ou fadiga, já estás em défice

  • Com água – mesmo sendo isotónico, a água acelera a absorção

  • Em dias quentes – a hidratação e a energia devem andar de mãos dadas

A Estratégia Completa: Hidratação + Energia

A chave para um treino ou prova de sucesso no verão é não separar hidratação de energia. São duas faces da mesma moeda.

Exemplo Prático: Treino de 2 horas em dia quente

MomentoAção
2h antes500 ml água + electrólitos (1 comprimido)
15 min antes1 gel energético (Cola)
Durante (a cada 30 min)250-500 ml água + electrólitos (1 comprimido por 500 ml)
Durante (a cada 45-60 min)1 gel energético (com água)
Imediatamente após500 ml água + electrólitos + 1 gel (se treino muito intenso)

Sinais de Que a Tua Estratégia Está a Funcionar

  • ✅ Manténs o ritmo previsto até ao final

  • ✅ Não tens cãibras musculares

  • ✅ A sede é controlada (não extrema)

  • ✅ A urina após o treino tem cor clara

  • ✅ Recuperas rapidamente (não ficas “de rastos” o resto do dia)

Sinais de Alerta (Algo Está Mal)

  • ⚠️ Sede excessiva ou boca seca (começaste a hidratar tarde)

  • ⚠️ Cãibras frequentes (faltam electrólitos)

  • ⚠️ “Moca” ou tonturas (hipoglicemia ou hiponatremia)

  • ⚠️ Urina escura após o treino (desidratação grave)

Hidratação no Verão

Conclusão: Hidrata-te com Inteligência, Treina com Segurança

O verão não é desculpa para parar de treinar. É, isso sim, uma oportunidade para aprenderes a escutar o teu corpo e a abastecê-lo com o que ele realmente precisa.

A água é fundamental, mas não chega. Os electrólitos são tão importantes quanto os hidratos de carbono. E a combinação certa de comprimidos de hidratação + géis isotónicos pode ser a diferença entre um treino que terminas com energia e um treino que te deixa de rastos.

Wraps Keto sem Glúten – A Receita Definitiva (Fácil, Rápida e Sem Farinha de Trigo)

O Problema dos Wraps Tradicionais (e porque esta receita é diferente)

Os wraps tradicionais são feitos com farinha de trigo. Para quem segue uma alimentação ketolow-carb ou precisa de evitar glúten, isso significa: carboidratos em excesso, picos de glicose e, muitas vezes, desconforto digestivo.
Mas a boa notícia é que podes fazer wraps keto deliciosos, flexíveis e sem glúten com ingredientes simples – sem farinhas processadas, sem açúcar e com menos de 5g de hidratos líquidos por unidade.
Neste artigo, vais aprender:

  • ✅ 2 receitas diferentes de wrap keto (base de ovo e base de queijo)

  • ✅ O segredo da textura (nada de borracha nem de massa quebradiça)

  • ✅ Sugestões de recheio para cada refeição do dia

  • ✅ Dicas de conservação e preparação antecipada

A Ciência do Wrap Keto: Por Que Funciona

O Desafio Keto: Substituir o Glúten sem Farinhas Processadas

O glúten é o que dá elasticidade e estrutura ao wrap tradicional. Sem ele, muitas receitas keto resultam em wraps que:

  • Partem ao dobrar

  • Têm textura de borracha

  • Sabem a ovo (em excesso)

A solução está no equilíbrio entre proteínas (ovos), gorduras (queijo, óleo de coco) e fibras (psyllium, sementes) – ingredientes que, juntos, criam uma massa flexível, saborosa e com a textura certa.

Wraps Keto sem Glúten

Receita 1: Wrap de Ovo e Psyllium (Base Proteica)

Perfeito para: quem quer um wrap leve, com poucas calorias e rico em proteína.
Ingredientes (para 2 wraps médios):

IngredienteQuantidadeNota
Ovos2 unidadestamanho médio, à temperatura ambiente
Farinha de amêndoa2 colheres de sopa (15g)fina, sem pele de amêndoa
Psyllium em pó1 colher de chá (3g)essencial para a textura elástica
Água morna2 colheres de sopa (30ml)ativa o psyllium
Sal1 pitada 
Pimenta ou ervasa gostoopcional
Óleo de coco ou azeitepara untar 

Preparação (10 minutos):

  1. Pré-aquece uma frigideira anti-aderente em lume médio.
  2. Mistura os secos: Numa taça, junta a farinha de amêndoa, o psyllium e o sal.
  3. Adiciona a água morna e mexe rapidamente – o psyllium vai começar a formar um gel.
  4. Junta os ovos e bate com um garfo até obteres uma massa homogénea (ligeiramente mais líquida que massa de panqueca).
  5. Unte a frigideira com óleo de coco ou azeite.
  6. Coloca metade da massa na frigideira e espalha rapidamente em movimentos circulares (faz uma camada fina).
  7. Cozinha 1-2 minutos até as bordas começarem a descolar e a superfície estar seca.
  8. Vira com cuidado e cozinha mais 30 segundos do outro lado.
  9. Repete para o segundo wrap.

Dica de ouro: Se o wrap partir ao dobrar, a massa estava demasiado espessa ou o lume demasiado alto. Reduz ligeiramente a temperatura e espalha melhor.

Informação Nutricional (1 wrap – sem recheio):

NutrienteQuantidade
Calorias~120 kcal
Proteína8g
Gordura9g
Hidratos totais4g
Fibras2,5g
Hidratos líquidos~1,5g

Receita 2: Wrap de Queijo e Ovo (Base de “Fathead” Leve)

Perfeito para: quem quer um wrap mais saciante, com sabor a queijo e textura mais próxima do tradicional.
Ingredientes (para 2 wraps):

IngredienteQuantidadeNota
Queijo mozzarella ralado100gbaixa humidade (para pizza)
Queijo creme2 colheres de sopa (30g)à temperatura ambiente
Ovo1 unidade 
Farinha de amêndoa3 colheres de sopa (20g) 
Sal e pimentaa gosto

Preparação (10 minutos + 30 minutos de descanso opcional):

  1. Derrete o queijo mozzarella com o queijo creme no micro-ondas (30 segundos) ou em banho-maria.
  2. Mistura bem até ficar homogéneo.
  3. Adiciona o ovo e a farinha de amêndoa e mexe até formar uma massa.
  4. Divide a massa em 2 porções e coloca cada uma entre duas folhas de papel vegetal.
  5. Abre com um rolo até ficar bem fino (3-4 mm).
  6. Leva ao frigorífico 30 minutos (opcional, mas ajuda a manusear).
  7. Cozinha em frigideira anti-aderente sem gordura – 1-2 minutos de cada lado em lume médio-baixo.
  8. Deixa arrefecer ligeiramente antes de rechear.

Dica de ouro: Não uses mozzarella fresca (demasiada humidade – o wrap não estica). A mozzarella ralada de pizza é a melhor opção.

Informação Nutricional (1 wrap – sem recheio):

NutrienteQuantidade
Calorias~200 kcal
Proteína12g
Gordura15g
Hidratos totais4g
Fibras1,5g
Hidratos líquidos~2,5g

Sugestões de Recheio (Keto e Sem Glúten)

Pequeno-Almoço (Salgado ou Doce)

RecheioIngredientes
Ovos mexidos com abacate2 ovos mexidos + ½ abacate + flocos de pimenta
Bacon e ovo2 fatias de bacon crocante + 1 ovo estrelado
Iogurte e frutos vermelhos3 colheres de iogurte grego + 4 morangos picados + canela

Almoço / Jantar (Sabor e Saciedade)

RecheioIngredientes
Frango com maionese100g frango desfiado + 1 colher de maionese + alface
Salmão fumado2 fatias salmão + cream cheese + alcaparras + rúcula
Carne picada keto100g carne picada + cebola roxa + molho de iogurte
Atum e abacate1 lata atum + ½ abacate + maionese + pepino

Jantar Leve (Opção Vegetariana)

RecheioIngredientes
Tofu mexido100g tofu mexido com curcuma + espinafres
Omelete fina1 ovo + cogumelos salteados + queijo feta
Guacamole½ abacate + tomate + coentros + lima

Conservação e Preparação Antecipada

No frigorífico:
Os wraps duram 3-4 dias empilhados com papel vegetal entre eles, num saco hermético.

No congelador:
Dura 2 meses. Congela os wraps já prontos, separados por papel vegetal.
Para descongelar: Deixa à temperatura ambiente 30 minutos ou aquece 15 segundos no micro-ondas.

Reaquecimento rápido:
Frigideira: 30 segundos de cada lado (recupera a textura original)
Micro-ondas: 15-20 segundos (mais prático, mas menos crocante)
Torradeira: 1 minuto (se couber – fica estaladiço)

Wraps Keto sem Glúten

Variações Criativas para Variar a Rotina

Wrap de Curcuma (Cor e Anti-inflamatório)

  • Adiciona 1 colher de chá de curcuma em pó à massa base.

  • O sabor é suave e a cor fica dourada vibrante.

Wrap de Ervas

  • Adiciona salsa, cebolinho ou coentros picados à massa.

  • Perfeito para recheios mediterrânicos.

Wrap Picante

  • Adiciona flocos de pimenta ou paprika picante.

  • Ideal com frango ou carne picada.

Wrap de Sésamo

  • Polvilha sementes de sésamo sobre a massa ainda húmida antes de cozinhar.

  • Crocância extra e sabor a torrado.

 

Acompanha com Estes Líquidos Keto

BebidaPreparação
Água com limão e sal500ml água + sumo de ½ limão + 1 pitada de sal rosa
Chá verde matcha1 colher de matcha + água quente + 1 colher de óleo de coco (opcional)
Café bulletproof1 café + 1 colher de manteiga + 1 colher de óleo MCT
Água com electrólitos500ml água + ¼ colher de sal marinho + 1 colher de sumo de limão

Conclusão: Wraps Keto São Fáceis, Rápidos e Deliciosos

Com estas duas receitas – a base de ovo e psyllium (mais leve, proteica) e a base de queijo e ovo (mais saciante, com textura tradicional) – nunca mais vais sentir falta dos wraps de farinha de trigo. São sem glúten, keto, low-carb e, mais importante: são bons. Tão bons que quem não segue keto nem vai perceber a diferença.
Experimenta, recheia com o que gostas, e leva contigo para todo o lado – ao escritório, ao ginásio, ou para um piquenique na primavera.

Bom apetite keto! 🌯💚

Wraps Keto sem Glúten

O Que a Minha Mãe (Que Não Percebe Nada de Suplementos) Toma

👵 A minha mãe de 68 anos toma estes 2 suplementos. Só estes.
Aqui vou-te explicar porque razão o que ELA faz é mais importante do que qualquer influencer possa dizer.

A minha mãe não percebe nada disto.

Não sabe a diferença entre whey isolada e concentrada. Não decora nomes de estirpes de probióticos. Nunca ouviu falar de biodisponibilidade. E, francamente, acha que o meu trabalho é “vender vitaminas para pessoas que comem mal”.
E no entanto…

Ela é a pessoa que mais me ensinou sobre suplementação.

Quem é a Minha Mãe

A minha mãe chama-se Isabel, tem 68 anos, é reformada, vive sozinha numa aldeia no interior Norte, e as suas maiores preocupações são:

  • A horta (os tomates estão a nascer?)

  • O neto (já comeu a sopa toda?)

  • A vizinha (a Ana caiu outra vez, coitada)

Ela não vai ao ginásio. Não conta macros. Não toma batidos de proteína. O seu “treino” é caminhar até à mercearia e cuidar das galinhas.

Mas há duas coisas que ela faz, religiosamente, há mais de 10 anos: Toma 2 suplementos em dias distintos!

Vitamina D3 – 1000 UI

Ela não sabe o que é a “síntese endógena de vitamina D por exposição solar”. O que ela sabe é que:

  • Sobretudo no inverno, sentia-se sempre mais cansada

  • As articulações doíam sempre mais com o frio

  • Desde que começou a tomar, “passa todo o ano melhor”

O que ela não sabe (mas eu sei): Está a fazer algo que 80% dos portugueses deviam fazer. E está a prevenir quedas, osteoporose e perda de massa muscular – tudo sem nunca ter lido um estudo científico.

Ómega-3 – 1 cápsula por dia

Ela não sabe o que é EPA, DHA, ou inflamação sistémica. O que ela sabe é que:

  • O médico lhe disse que os triglicerídeos estavam altos

  • Uma amiga recomendou

  • As análises melhoraram

O que ela não sabe (mas eu sei): Está a proteger o coração, o cérebro e as articulações – três coisas que fazem toda a diferença aos 68 anos.

Porque é que este é o MELHOR conselho que te posso dar

A minha mãe é a prova viva de que suplementação não precisa ser complicada.Ela não passa horas no Reddit a ler sobre nootrópicos nem tem redes sociais. Não compra 15 frascos diferentes. Não faz ciclos de creatina nem se preocupa com “janelas anabólicas”.

Ela faz o básico. E faz bem.

E sabe o que mais? Ela tem mais consistência do que 90% das pessoas que conheço. Porque o que ela toma é simples, é fácil de lembrar, e cabe na sua rotina sem esforço.

O Erro Que Muitos Cometem (E Ela Não)

Muitas pessoas começam a suplementar com a mentalidade de “quanto mais, melhor”.

  • 7 frascos diferentes

  • Protocolos complicados

  • Horários específicos

  • Medo de “não estar a fazer bem”

Resultado? Ao fim de 2 semanas, desistem. Esquecem-se de tomar. Ou pior – gastam uma fortuna em produtos que nem sequer precisam.

A minha mãe nunca fez isso. Ela escolheu DUAS coisas. Faz essas DUAS bem. E mantém-se saudável sem stress.

A Lição Para Ti (Seja Qual For a Tua Idade)

Não precisas de um armário cheio de suplementos para teres saúde. Precisas de:

  1. Identificar o que realmente precisas (não o que o Instagram te vende)
  2. Começar simples (1-3 suplementos, no máximo)
  3. Ser consistente (todos os dias, sem falhas)
  4. Ajustar com o tempo (quando necessário)

A minha mãe prova que menos é mais. E se ela consegue, tu também consegues.

A Pergunta Que Te Faço

Se tivesses de escolher APENAS 2 suplementos para tomares durante o próximo ano – aqueles que realmente fazem diferença para a tua saúde, estilo de vida e objetivos – quais seriam?
Não é uma pergunta retórica. É uma pergunta que a minha mãe respondeu há 10 anos. E até hoje, não se arrepende.

O Que Levar Disto (se quiseres aprofundar)

Se te identificas com a abordagem minimalista da minha mãe, aqui estão algumas sugestões para começares:

  • ✅ Vitamina D3 – para a maioria dos portugueses (especialmente no inverno)

  • ✅ Ómega-3 – para coração, cérebro e articulações

  • ✅ Magnésio – para sono, músculos e stress (se for o teu caso)

  • ✅ Proteína (se treinas ou tens dificuldade em comer) – um extra, não um essencial para todos

Mas a mensagem principal é: não compliques. O básico bem feito ganha sempre.

Com uma imensa admiração pela minha mãe (e por todas as mães que ensinam sem saber que estão a ensinar),

A Equipa Shaker 💚

A Proteína na Andropausa | Guia para o Homem com +40

O Que é a Andropausa e Porque Poucos Falam Dela

A menopausa é amplamente discutida. A andropausa… nem por isso. No entanto, a realidade é que os homens também passam por uma transição hormonal significativa com a idade – apenas de forma mais gradual e silenciosa.

Enquanto nas mulheres a queda hormonal é abrupta (na menopausa), nos homens a testosterona diminui cerca de 1% ao ano a partir dos 30 anos . Aos 70 anos, muitos homens têm níveis de testosterona significativamente mais baixos do que aos 30.

A esta transição chamamos andropausa – um período em que o corpo masculino enfrenta:

  • Perda acelerada de massa e força muscular (sarcopenia)

  • Aumento da gordura corporal (especialmente abdominal)

  • Menor energia e vitalidade

  • Recuperação mais lenta após o exercício

  • Maior fadiga e, por vezes, alterações de humor

E é aqui que a proteína entra como uma das ferramentas mais importantes para atenuar estes efeitos e preservar a qualidade de vida.

O Que Acontece no Corpo Masculino com a Idade?

1. Sarcopenia Acelerada

A partir dos 30-40 anos, os homens começam a perder massa muscular – cerca de 3-8% por década . Após os 50 anos, esta perda acelera, podendo chegar a 1-2% ao ano. As consequências são mais graves do que a maioria imagina:

  • Menor força funcional (subir escadas, carregar compras)

  • Metabolismo mais lento (músculo queima calorias)

  • Maior risco de quedas e fraturas

  • Perda de autonomia com o avançar da idade

2. A Queda da Testosterona

A testosterona é a hormona anabólica mais importante para o músculo masculino. Com o declínio natural de cerca de 1% ao ano , o corpo torna-se menos eficiente a construir e a preservar massa muscular – mesmo com a mesma ingestão proteica e o mesmo treino.

Este fenómeno chama-se resistência anabólica: o músculo envelhecido responde menos ao estímulo da proteína e do exercício.

1. Sarcopenia Acelerada

A partir dos 30-40 anos, os homens começam a perder massa muscular – cerca de 3-8% por década . Após os 50 anos, esta perda acelera, podendo chegar a 1-2% ao ano. As consequências são mais graves do que a maioria imagina:

  • Menor força funcional (subir escadas, carregar compras)

  • Metabolismo mais lento (músculo queima calorias)

  • Maior risco de quedas e fraturas

  • Perda de autonomia com o avançar da idade

2. A Queda da Testosterona

A testosterona é a hormona anabólica mais importante para o músculo masculino. Com o declínio natural de cerca de 1% ao ano , o corpo torna-se menos eficiente a construir e a preservar massa muscular – mesmo com a mesma ingestão proteica e o mesmo treino.

Este fenómeno chama-se resistência anabólica: o músculo envelhecido responde menos ao estímulo da proteína e do exercício.

3. Menor Eficiência na Utilização da Proteína

Com a idade, o corpo torna-se menos eficiente a converter a proteína ingerida em tecido muscular.
Isto significa que, para obter o mesmo efeito, um homem de 60 anos precisa de 
mais proteína por refeição do que um homem de 30.

A Proteína na Andropausa
A Proteína na Andropausa

Quanta Proteína Precisa um Homem na Andropausa?

Recomendação Geral (que já não serve)

A recomendação padrão de 0,8 g de proteína por kg de peso corporal foi estabelecida para adultos jovens saudáveis e sedentários. Para um homem de 80 kg, isto dá 64 g/dia.
O problema? Esta dose é insuficiente para a maioria dos homens com mais de 40 anos que querem preservar massa muscular e função física.

Recomendação Atualizada (baseada na ciência)

Estudos recentes e especialistas em nutrição para a idade avançada sugerem que homens com mais de 40-50 anos beneficiam de 1,2 a 1,6 g de proteína por kg de peso por dia.

Perfil do HomemProteína Recomendada (g/kg/dia)Exemplo (80 kg)
Sedentário, saudável1,0 – 1,2 g/kg80 – 96 g/dia
Ativo (treino de força 2-3x/semana)1,2 – 1,6 g/kg96 – 128 g/dia
Em perda de peso1,6 – 2,0 g/kg128 – 160 g/dia
Com sarcopenia estabelecida1,5 – 1,8 g/kg120 – 144 g/dia

Calculadora rápida (homem de 85 kg):

  • Mínimo recomendado: 85-102 g/dia (vs apenas 68 g pela recomendação antiga)

  • Ideal para quem treina: 102-136 g/dia

O que diz o estudo OPTIMEN? (a ciência mais recente)

Um dos estudos mais relevantes sobre este tema é o OPTIMEN trial, publicado no JAMA Internal Medicine. 

Desenho do Estudo:

  • Participantes: 92 homens com mais de 65 anos, com limitações funcionais e ingestão proteica habitual inferior à recomendada.

  • Duração: 6 meses

  • Grupos: Compararam a ingestão de 0,8 g/kg/dia vs 1,3 g/kg/dia, com e sem testosterona.

Principais Conclusões:

  1. A proteína extra (1,3 g/kg/dia) não aumentou a massa muscular em comparação com a dose padrão (0,8 g/kg/dia) 
  2. Apenas a testosterona aumentou significativamente a massa muscular, independentemente da ingestão proteica 
  3. A proteína extra reduziu a gordura corporal – um benefício importante 

Interpretação Cuidadosa:

É tentador concluir que “a proteína não serve para nada” após este estudo. No entanto, há várias ressalvas cruciais:

  • Os participantes já consumiam pelo menos 0,8 g/kg/dia no início – a dose recomendada 

  • O estudo incluiu homens idosos com limitações físicas, não homens mais jovens, ativos e saudáveis

  • duração de 6 meses pode ser insuficiente para detetar diferenças subtis

  • dose mais alta testada foi apenas 1,3 g/kg/dia – muito abaixo do que muitos especialistas recomendam para homens ativos (1,6-2,2 g/kg/dia)

A conclusão mais equilibrada: Para homens idosos sedentários que já consomem a dose recomendada, aumentar a proteína pode não trazer benefícios adicionais na massa muscular. No entanto, para homens ativos, mais jovens ou em défice proteico, a história pode ser diferente.

Mas Então… A Proteína é ou Não É Importante na Andropausa?

Sim, a proteína é importante! Mas a resposta é mais matizada do que “sim” ou “não”.

Quando a Proteína é essencial:

✅ Se o teu consumo atual é inferior a 0,8-1,0 g/kg/dia – muitos homens com mais de 40 anos não chegam sequer à recomendação mínima.
✅ Se fazes treino de força regularmente – o exercício aumenta a sensibilidade. muscular à proteína
✅ Se estás a tentar perder peso – a proteína preserva a massa muscular durante o défice calórico.
✅ Se sentes perda de força ou massa muscular – a sarcopenia é evitável e reversível.

Quando a Proteína Extra pode não ajudar tanto:

⚠️ Se já consomes ≥1,2 g/kg/dia – mais proteína pode não trazer benefícios adicionais sem estímulo de treino
⚠️ Se és sedentário e já atinges a dose recomendada – a proteína sozinha não constrói músculo

A Sinergia Perfeita: Proteína + Treino de Força

Se há uma conclusão que a ciência deixa clara é esta: a proteína sozinha não faz milagres. O verdadeiro poder está na combinação com treino de força regular.

O Efeito Sinérgico:

SozinhoCombinado
Proteína isolada → pouco efeito sem estímuloProteína + treino → construção muscular eficaz
Treino isolado → resultados limitados sem nutrientesTreino + proteína → recuperação e crescimento muscular

Recomendações Práticas:

  1. Treino de força 2-3x por semana – exercícios como agachamentos, levantamentos, flexões.
  2. Proteína dentro de 2 horas após o treino – janela de oportunidade para a síntese proteica.
  3. Proteína antes de dormir – 30-40g de caseína (ou iogurte grego) aumenta a síntese proteica durante o sono.

As Melhores Fontes de Proteína para o Homem na Andropausa

Alimentos Prioritários:

AlimentoPorçãoProteínaVantagem para +40
Ovos2 unidades12-14gLeucina (estimula síntese proteica), colina
Peixe (salmão, sardinha)150g30-35gÔmega-3 anti-inflamatório, testosterona
Frango/peru150g30-40gBaixo em gordura saturada, versátil
Carne vermelha magra150g30-35gFerro, zinco, creatina natural
Iogurte grego natural170g15-18gProbióticos + cálcio + proteína
Queijo fresco/ricota100g10-15gCaseína (absorção lenta)
Leguminosas150g cozido10-15gFibras + proteína vegetal

Suplementos Úteis:

SuplementoBenefício EspecíficoDosagem Sugerida
Whey proteinAbsorção rápida, rica em leucina20-40g após treino
CaseínaAbsorção lenta, ideal antes de dormir30-40g ao deitar
CreatinaAumenta força e massa muscular em idosos 3-5g/dia
Vitamina DEssencial para função muscular e imunitária 1000-2000 UI/dia

O Papel Crucial da Leucina

A leucina é o aminoácido que “liga o interruptor” da síntese proteica muscular. Com a idade, o limiar de leucina necessário para ativar este processo aumenta – de cerca de 1,5-2g para 2,5-3g por refeição .

Onde encontrar leucina:

  • Whey protein (rica em leucina) 

  • Ovos

  • Carne, peixe, frango

  • Queijo

A Proteína na Andropausa

Outros Nutrientes Essenciais na Andropausa

A proteína é fundamental, mas não está sozinha. Para otimizar a saúde masculina após os 40, considera também:

Creatina: um dos suplementos mais estudados e mais eficazes para aumentar a força e a massa muscular, especialmente em adultos mais velhos . A dose padrão de 3-5g/dia é segura e eficaz.

Vitamina D:  essencial para a função muscular, a imunidade e a saúde óssea. Muitos homens com mais de 40 anos têm níveis insuficientes. Suplementação de 1000-2000 UI/dia é frequentemente recomendada.

Ômega-3 (Óleo de Peixe): tem propriedades anti-inflamatórias que podem melhorar a sensibilidade anabólica do músculo e reduzir dores articulares . 3-4g de EPA/DHA por dia é uma dose terapêutica.

Zinco e Magnésio: essencial para a produção de testosterona. O magnésio é crucial para o relaxamento muscular, a qualidade do sono e a produção de energia.

Conclusão: A Proteína é uma Ferramenta, não é uma solução isolada

A resposta à pergunta “a proteína é importante na andropausa?” é sim, mas com nuances.
A proteína é essencial para preservar a massa muscular, combater a sarcopenia e manter a funcionalidade física. No entanto, a proteína sozinha não é suficiente.
Os pilares da saúde masculina após os 40 são:

  1. Proteína adequada (1,2-1,6 g/kg/dia, distribuída ao longo do dia)
  2. Treino de força regular (2-3x/semana)
  3. Suplementos estratégicos (creatina, vitamina D, ômega-3)
  4. Sono de qualidade (7-8h/noite)
  5. Gestão do stress (cortisol elevado é catabólico)

A andropausa não é o fim da vitalidade. É o início de uma nova fase – com novas necessidades, mas também com novas oportunidades para cuidar da saúde e da força.

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As Vitaminas Engordam? A Resposta que Não Esperavas

Um dos Mitos Mais Frequentes sobre Suplementos

“Se comecei a tomar vitaminas e engordei, é culpa delas, certo?” Esta é uma das perguntas que mais ouvimos na Shaker. É também um dos mitos mais persistentes e mais desnecessariamente angustiantes para quem quer cuidar da saúde.
A resposta curta, direta e baseada na ciência é: não, as vitaminas não engordam. As vitaminas não têm calorias e, por si só, não provocam ganho de peso.
A resposta longa, que detalhamos neste artigo, explica por que razão tantas pessoas associam vitaminas ao ganho de peso, o que realmente acontece no organismo e como podes tirar partido da suplementação sem qualquer receio de subir na balança.

As Vitaminas têm calorias? (a verdade básica)

Antes de mais, é preciso compreender o que são as vitaminas e os minerais. Do ponto de vista químico e nutricional:

  • Os macronutrientes (hidratos de carbono, proteínas, gorduras) fornecem calorias – são o “combustível” do teu corpo.

  • As vitaminas e minerais são micronutrientes – são essenciais para inúmeras funções biológicas, o metabolismo energético e a saúde geral, mas não contêm calorias.

Podes consultar qualquer tabela nutricional, seja de um alimento ou de um suplemento. Em lado nenhum vais encontrar o valor energético (kcal) associado a uma vitamina A, a uma vitamina C ou a um comprimido de magnésio. Simplesmente porque não o têm.
Portanto, se não têm calorias, tecnicamente não podem engordar. Mas então por que razão este mito persiste?


Porque é que tanta gente acredita que as Vitaminas engordam?

A confusão raramente nasce do nada. Existem várias explicações para esta perceção errada, que têm muito mais a ver com contextos do que com as vitaminas em si.

1. Confusão com a Vitamina B12


A vitamina B12 é, por vezes, associada ao aumento de peso. Isto acontece porque a B12 é frequentemente recomendada a pessoas que têm cansaço extremo, falta de energia ou fadiga crónica. Quando estas pessoas começam a tratar a carência de B12:

  • Recuperam o apetite normal

  • Têm mais energia para as atividades diárias, o que pode estabilizar o metabolismo

  • Se estavam subnutridas, podem repor o peso que perderam

O efeito não é a vitamina a “engordar”, mas sim o corpo a restabelecer o seu equilíbrio saudável.

2. Tomar Vitaminas numa fase em que o peso está a subir

Muitas pessoas começam a preocupar-se com a saúde e iniciam a suplementação precisamente numa altura em que o estilo de vida está menos saudável:

  • Menos exercício

  • Alimentação mais calórica

  • Maior stress

  • Sono de pior qualidade

O ganho de peso é uma consequência do contexto, não das vitaminas. Mas como a toma dos suplementos coincide temporalmente, atribui-se-lhes a culpa indevidamente.

3. Uso de Suplementos que contêm calorias

Aqui está um ponto importante para distinguir. Os suplementos isolados de vitaminas e minerais (comprimidos, cápsulas) são praticamente isentos de calorias.

No entanto, existem produtos que incluem vitaminas mas também contêm outros ingredientes que fornecem energia:

  • Suplementos líquidos/cápsulas moles podem incluir óleos ou gorduras como excipientes (base)

  • Gomas vitamínicas contêm açúcar (cerca de 2-3g por goma)

  • Pós multivitamínicos podem ter maltodextrina, açúcar ou adoçantes calóricos

Nestes casos, é o veículo (açúcar, gordura) que contém as calorias, não as vitaminas em si. Sempre que tiveres dúvidas, basta leres o rótulo.

4. Melhoria da saúde geral e recuperação do peso

Em pessoas que estavam debilitadas, com infecções recorrentes, falta de energia ou perda de apetite:

  • A correção de carências (como anemia por falta de ferro ou vitaminas do complexo B) faz o corpo voltar a funcionar normalmente

  • A pessoa recupera o apetite e a massa muscular que perdeu

  • O peso pode aumentar, mas é um ganho de massa magra e saudável

A isto chama-se restabelecimento do estado nutricional, não “engordar”.

O Papel das Vitaminas no controlo do peso (surpreendente!)

Longe de engordar, o impacto das vitaminas no peso tende a ser benéfico. Muitas vitaminas e minerais são essenciais para o metabolismo energético. Se estiverem em falta, o corpo pode:

  • Ter um metabolismo mais lento

  • Acumular mais gordura

  • Ter mais dificuldade em perder peso

Quando corriges essas carências, o metabolismo recupera a sua eficiência e o controlo de peso torna-se mais fácil.

Exemplos Específicos:

 
MicronutrienteFunção no MetabolismoDeficiência pode levar a…
FerroTransporte de oxigénio, produção de energiaCansaço extremo, metabolismo mais lento
MagnésioSíntese de ATP (energia celular), regulação da insulinaFadiga, resistência à insulina
Vitamina DRegulação hormonal, metabolismo da glicoseGanho de gordura, menor resposta metabólica
Complexo BMetabolismo de hidratos, gorduras e proteínasMetabolismo preguiçoso, menos energia
ZincoProdução de hormonas (tiroide), metabolismo da leptinaApetite desregulado, metabolismo lento

O caso específico da Vitamina B12

A vitamina B12 é a que mais frequentemente é apontada como “culpada” pelo ganho de peso. Na realidade, o que acontece é o oposto da crença popular:

  • Uma pessoa com défice de B12 sem ser tratada pode ter cansaço extremo, perda de apetite e, consequentemente, perda de peso involuntária

  • Quando corrige a carência com suplementação, o apetite e os níveis de energia normalizam

  • Se essa pessoa estava abaixo do seu peso saudável, pode recuperar alguns quilos – o que é benéfico

Se estavas com peso estável e saudável antes da suplementação, a B12 não te fará ganhar peso extra.

E os Suplementos Proteicos? As Vitaminas são diferentes!

Este é um ponto de confusão muito comum. Muitas pessoas agrupam “suplementos” num mesmo saco e assumem que vitaminas e proteínas em pó têm o mesmo efeito na balança.

  • Os suplementos proteicos (whey, caseína, proteína vegetal) contêm calorias e podem contribuir para o balanço energético (embora a proteína seja o macronutriente mais saciante)

  • As vitaminas e minerais isolados (comprimidos, cápsulas, líquidos sem açúcar) são praticamente isentos de calorias

Ou seja, é perfeitamente possível ganhar peso com batidos proteicos se estiveres num superávit calórico. Mas com um comprimido de vitamina D ou magnésio… não.

Quando devo suspeitar que o ganho de peso pode estar relacionado com a Suplementação?

Raramente, mas pode acontecer, especialmente se:

  • Usas gomas vitamínicas sistematicamente e em doses elevadas (o açúcar acumula)

  • Tomas suplementos líquidos com óleos e gorduras de base em grandes quantidades

  • Estás a tomar uma “multivitamínica líquida” rica em calorias

A solução é simples: lê os rótulos e escolhe formas que se adequem melhor aos teus objetivos.

O que realmente nos faz ganhar peso (e não são as Vitaminas)

Os mecanismos do ganho de peso estão bem estudados e resumem-se a um balanço energético positivo: ingerir mais calorias do que se gasta. Os fatores que promovem este desequilíbrio são:

  1. Excesso calórico – comer mais do que o corpo precisa, independentemente da fonte
  2. Dieta pobre em proteína e fibra – menor saciedade, maior ingestão calórica
  3. Sedentarismo – menos calorias gastas
  4. Stress crónico e sono insuficiente – aumento do cortisol e da grelina (hormona da fome)
  5. Condições médicas específicas – como hipotiroidismo, síndrome do ovário poliquístico
  6. Medicação – alguns fármacos podem ter ganho de peso como efeito secundário

As vitaminas não aparecem nesta lista.

💚 Resumo Final (e o que podemos concluir disto)

 
PerguntaResposta
As vitaminas contêm calorias?Não – são micronutrientes sem valor energético
As vitaminas podem engordar diretamente?Não – existe zero evidência científica
Por que tanta gente pensa que sim?Confusão com suplementos calóricos (gomas, líquidos), coincidência de fases da vida ou recuperação de carências
As vitaminas ajudam no controlo do peso?Sim – otimizam o metabolismo e a produção de energia
Que suplementos têm calorias?Proteínas, mass gainers, alguns líquidos, gomas. Vitaminas isoladas (comprimidos/cápsulas) não

A mensagem mais importante é: nunca interrompas a suplementação prescrita por um profissional de saúde com receio de ganhar peso. As vitaminas são essenciais para a tua energia, imunidade, saúde óssea, função cerebral e bem-estar geral – e não são responsáveis pelo aumento indesejado na balança.

Se estás a ganhar peso, a resposta está noutro local: alimentação, atividade física, stress, sono ou uma condição médica. Ignorar isso e culpar as vitaminas pode levar a que precises, ainda mais, daquilo que estás a retirar.

Cuida da tua saúde com confiança. E, claro, com a ciência do teu lado.

Na Shaker, ajudamos-te a escolher os melhores Suplementos

Na Shaker, encontras vitaminas e minerais isolados, de elevada pureza, sem ingredientes escondidos que possam interferir com os teus objetivos.

  • Vitamina D3 – essencial para a imunidade e metabolismo

  • Magnésio – sono, relaxamento, energia

  • Complexo B Metilado – formas ativas e biodisponíveis

  • Ferro – para combater o cansaço (especialmente importante para mulheres)

💚 Cuidar da saúde com suplementos de qualidade não tem de ser um jogo de adivinhas. Nós descomplicamos a ciência para tomares decisões informadas.

Creatina na Menopausa: O Suplemento Subestimado que transforma a saúde da Mulher

O Que a Creatina Tem a Ver com a Menopausa?

Quando pensamos em creatina, a imagem que nos vem à mente é, quase sempre, a de um ginásio, pesos pesados e homens jovens à procura de mais força e volume muscular. Mas essa visão, francamente, está desatualizada.

A creatina é um dos suplementos mais estudados do mundo, com décadas de investigação a comprovar a sua segurança e eficácia. E a ciência mais recente aponta para algo fascinante: a creatina pode ser particularmente benéfica para mulheres na menopausa e pós-menopausa . Durante esta fase de transição hormonal – onde o estrogénio e a progesterona diminuem – o corpo feminino enfrenta desafios como perda de massa muscular, aumento de gordura abdominal, fadiga, nevoeiro cerebral e maior risco de osteoporose.

A creatina, tradicionalmente conhecida por fornecer energia rápida para os músculos, pode ser uma grande aliada para enfrentar estas mudanças. Neste artigo, baseado na evidência científica mais recente, explicamos como este suplemento pode ajudar na menopausa, quais os benefícios, a dosagem recomendada e como usá-lo em segurança.

O Que Acontece no Corpo na Menopausa (E Porque a Creatina é Relevante)

A menopausa não é uma doença, mas uma transição natural. No entanto, a queda dos níveis de estrogénio tem consequências em todo o organismo:

SistemaO que acontece
MúsculoPerda acelerada de massa e força muscular (sarcopenia acelerada) – cerca de 1,5 kg de músculo por ano durante a perimenopausa 
MetabolismoMetabolismo mais lento, tendência a ganho de gordura abdominal
OssoDiminuição da densidade mineral óssea, risco aumentado de osteoporose e fraturas
CérebroQueixas de “brain fog”, dificuldade de concentração, alterações de memória
Humor/EnergiaFadiga, alterações de humor, maior risco de sintomas depressivos
SonoDificuldade em adormecer e manter o sono, agravada por ondas de calor noturnas

É exatamente nestas áreas que a creatina mostra potencial de intervenção. A investigação mais recente sugere que a creatina pode ajudar a mitigar vários destes efeitos, atuando não apenas no músculo, mas também no osso, no cérebro e no metabolismo energético global.

Porque é que as mulheres podem beneficiar mais?

Há duas razões-chave:

  1. As mulheres têm, naturalmente, níveis de creatina mais baixos do que os homens (20% menos síntese endógena).
  2. A ingestão de creatina através da alimentação (carne vermelha, peixe) é geralmente 30-40% inferior à dos homens.

Ou seja, há uma lacuna que a suplementação pode preencher de forma inteligente.

Creatina na Menopausa
Creatina na Menopausa

Os Benefícios da Creatina na Menopausa (Baseados em Ciência)

1. Preserva a Massa e a Força Muscular (Combate a Sarcopenia)

Este é o benefício mais conhecido e estudado. A perda de massa muscular acelera drasticamente na menopausa. Uma análise de 2021 concluiu que mulheres na pós-menopausa (entre 63-75 anos) que consumiram doses mais elevadas de creatina (0,3g por kg de peso) combinadas com treino de força aumentaram a massa muscular magra e melhoraram significativamente a força nos membros inferiores e superiores .

O que isto significa na prática: mais força para subir escadas, carregar as compras, brincar com os netos e manter a independência funcional.

2. Apoia a Saúde Óssea (Prevenção da Osteoporose)

A queda do estrogénio afeta diretamente a densidade mineral óssea, aumentando o risco de fraturas. A creatina parece ter um papel indireto, mas importante, na saúde óssea. A investigação sugere que a creatina, combinada com treino de resistência, pode :

  • Preservar a densidade mineral óssea

  • Melhorar indicadores estruturais de força óssea

  • Reduzir o declínio musculoesquelético relacionado com a idade

O mecanismo passa por melhorar a força muscular (o que aumenta a carga mecânica sobre os ossos, estimulando a sua renovação) e, potencialmente, por efeitos diretos nas células ósseas .

3. Melhora a Função Cognitiva e Combate o “Brain Fog”

Muitas mulheres na perimenopausa e menopausa queixam-se de nevoeiro cerebral – dificuldade em lembrar-se de palavras, concentrar-se ou realizar tarefas que antes eram triviais .

O cérebro é um órgão com elevadas necessidades energéticas. A creatina ajuda a produzir energia a nível cerebral, e os estudos sugerem que a suplementação pode melhorar a memória de trabalho e reduzir a fadiga mental, especialmente em situações de stress ou privação de sono . A investigadora Abbie Smith-Ryan anunciou que está a estudar especificamente o impacto da creatina na função psicocognitiva de mulheres na perimenopausa, um passo em frente importante .

4. Aumenta a Energia e Melhora a Qualidade do Sono

A fadiga é uma queixas comum na menopausa. A creatina, ao melhorar a produção de ATP (a moeda energética da célula), pode aumentar os níveis de energia disponível para as atividades diárias e para o exercício . Uma maior energia durante o dia, associada a treinos de qualidade, tende a melhorar a qualidade do sono noturno. A investigação mostra que a creatina pode ter efeitos positivos na duração e continuidade do sono, especialmente quando combinada com treino de resistência . Menos cansaço durante o dia, mais descanso à noite.

5. Ajuda na Recuperação Pós-Exercício

Com a idade e com as alterações hormonais, a recuperação muscular após o exercício torna-se mais lenta. A creatina ajuda a repor mais rapidamente os fosfatos de alta energia nos músculos, reduzindo a fadiga e a dor muscular pós-treino . Isto significa que podes treinar com mais qualidade e consistência, sem ficares dias com dores musculares.

O Que Diz a Ciência Mais Recente? Um estudo de 2025

Um marco importante aconteceu em 2025, com a publicação de uma revisão abrangente sobre a creatina na saúde da mulher, liderada pela especialista Abbie Smith-Ryan, na prestigiada Journal of the International Society of Sports Nutrition.

Principais conclusões deste estudo:

  • A creatina é benéfica em todas as fases da vida da mulher (desde a menstruação à pós-menopausa)

  • O metabolismo da creatina é influenciado pelas flutuações hormonais (estrogénio, progesterona)

  • Há evidências promissoras para o humor (pode aliviar sintomas de depressão) e para a função cognitiva 

  • A suplementação é particularmente relevante na perimenopausa e pós-menopausa para combater a perda muscular e óssea

  • As investigadoras sublinham que os benefícios superam largamente os riscos para mulheres saudáveis

“There’s a lot of good data on creatine after menopause, but it’s really that transition to menopause when women begin to struggle with sleep, bone health, muscle loss, joint pain, fatigue, brain fog and even inflammation.” — Dr. Abbie Smith-Ryan 

Ou seja, a janela de oportunidade para agir é precisamente durante a transição para a menopausa.

Como Tomar Creatina na Menopausa? (Dosagem e Dicas Práticas)

Dosagem Recomendada

A dosagem clássica de 3-5 gramas por dia é eficaz para a maioria dos objetivos . No entanto, a investigação mais recente, apresentada na conferência SupplySide Global 2025 por investigadores de topo na área, sugere que mulheres na menopausa podem beneficiar de doses mais elevadas, na ordem dos 8-10 gramas por dia, para alcançar benefícios que vão para além do músculo e chegam ao cérebro e aos ossos.

ObjetivoDosagem Diária Recomendada
Manutenção geral / saúde3-5 g
Benefícios ósseos e cognitivos8-10 g (dose emergente)
Protocolo de saturação (opcional)20g/dia (divididas) durante 5-7 dias

Forma recomendada: Creatina Monohidratada –é a forma mais estudada, mais segura, mais eficaz e geralmente a mais económica.

Creatina na Menopausa

Quando e Como Tomar:

  • Consistência é chave: tomar todos os dias, mesmo nos dias sem treino

  • Com uma refeição: Misturar na água, sumo ou batido proteico. Tomar com alimentos que contenham hidratos de carbono e proteína pode melhorar a absorção muscular 

  • Hidratação é fundamental: A creatina aumenta a retenção de água dentro das células musculares. É essencial beber água suficiente ao longo do dia

  • Não precisa de ciclos: Ao contrário do que se pensava, a creatina pode ser tomada de forma contínua, sem pausas

A evidência científica atual é suficientemente robusta para recomendar a creatina como um suplemento de base para a saúde da mulher na menopausa. Não é um “extra” para atletas de elite – é uma ferramenta de saúde preventiva que pode ajudar:

✅ Manter a massa e a força muscular (essencial para a autonomia)
✅ Proteger a saúde óssea (prevenção de osteoporose)
✅ Melhorar a energia, o humor e a função cognitiva (combate ao brain fog)
✅ Acelerar a recuperação após o exercício

A investigação indica que, quando combinada com um programa de treino de força consistente, a creatina pode ser um verdadeiro “game-changer” para as mulheres nesta fase da vida. A frase “mais forte, mais inteligente e com mais energia” não é apenas um slogan – pode ser o resultado tangível de uma decisão inteligente e informada.

Creatina na Menopausa

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💚 A menopausa não é o fim de nada. É o início de uma nova fase, com novas necessidades – e novos suplementos. Nós ajudamos-te a escolher os melhores.

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