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Reconhecer a Disfunção Sexual

A disfunção sexual é um problema que afeta a capacidade das pessoas de ter ou de desfrutar de relações sexuais. Pode ocorrer em qualquer fase do ciclo de resposta sexual e pode impedir que uma pessoa ou casal sinta satisfação durante a atividade sexual. As disfunções sexuais podem ser causadas por uma variedade de fatores físicos, psicológicos ou uma combinação de ambos.

Tipos de Disfunção Sexual

As disfunções sexuais geralmente são classificadas em quatro categorias principais:

  1. Desejo Sexual Hipoativo:

    • Definição: Diminuição ou ausência de desejo sexual.
    • Causas: Pode ser causada por fatores hormonais, como baixos níveis de testosterona; problemas psicológicos, como depressão e ansiedade; ou fatores de relacionamento, como conflitos conjugais.
  2. Transtornos de Excitação Sexual:

    • Definição: Incapacidade de se excitar sexualmente ou de manter a excitação durante a atividade sexual.
    • Causas: Podem incluir problemas físicos, como fluxo sanguíneo insuficiente para os órgãos genitais, ou fatores psicológicos, como estresse e problemas de imagem corporal.
  3. Transtornos de Orgasmo:

    • Definição: Dificuldade em atingir o orgasmo ou orgasmo retardado.
    • Causas: Podem ser causadas por fatores físicos, como certos medicamentos e condições médicas, ou fatores psicológicos, como ansiedade e culpa.
  4. Transtornos de Dor Sexual:

    • Definição: Dor durante a atividade sexual, também conhecida como dispareunia, ou vaginismo, que é a contração involuntária dos músculos vaginais.
    • Causas: Podem incluir condições médicas, como infecções ou problemas anatômicos, ou fatores psicológicos, como trauma sexual passado.


Reconhecer a Disfunção Sexual

Causas da Disfunção Sexual

Fatores Físicos:

  • Condições Médicas: Doenças crônicas como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas e problemas neurológicos.
  • Medicações: Certos medicamentos, incluindo antidepressivos, antihipertensivos e medicamentos para a próstata.
  • Hormônios: Desequilíbrios hormonais, como baixos níveis de estrogênio ou testosterona.
  • Estilo de Vida: Abuso de álcool, uso de drogas, tabagismo e obesidade.

Fatores Psicológicos:

  • Estresse e Ansiedade: Problemas de trabalho, preocupações financeiras e conflitos de relacionamento.
  • Depressão: Pode diminuir o interesse e o prazer nas atividades sexuais.
  • Trauma Sexual: Experiências passadas de abuso ou trauma podem afetar negativamente a função sexual.
  • Problemas de Relacionamento: Conflitos, falta de comunicação e insatisfação no relacionamento.

Tratamento da Disfunção Sexual

O tratamento da disfunção sexual depende da causa subjacente e pode envolver uma abordagem multifacetada. As opções de tratamento incluem:

1. Terapia Medicamentosa:

  • Para Homens:
    • Inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5) como o sildenafil (Viagra), tadalafil (Cialis) e vardenafil (Levitra) são comumente usados para tratar a disfunção erétil.
  • Para Mulheres:
    • Terapias hormonais, como estrogênio vaginal, podem ser usadas para aliviar a dor durante a relação sexual.

2. Terapia Hormonal:

  • Pode ser usada para corrigir desequilíbrios hormonais que afetam o desejo e a função sexual, tanto em homens quanto em mulheres.

3. Terapia Psicológica:

  • Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Pode ajudar a tratar problemas psicológicos, como ansiedade, depressão e traumas passados.
  • Terapia de Casal: Pode melhorar a comunicação e resolver conflitos de relacionamento.

4. Mudanças no Estilo de Vida:

  • Dieta e Exercício: Melhorar a dieta e aumentar a atividade física podem melhorar a função sexual.
  • Redução do Estresse: Técnicas de redução do estresse, como meditação, yoga e exercícios de respiração, podem ser benéficas.

5. Dispositivos e Intervenções Físicas:

  • Para Homens: Dispositivos de vácuo, injeções penianas e, em casos graves, implantes penianos.
  • Para Mulheres: Dispositivos de dilatação vaginal podem ser usados no tratamento de vaginismo.

Considerações Finais

A riboflavina é uma vitamina essencial com várias funções críticas no corpo humano, desde a produção de energia até a manutenção da saúde ocular e nervosa. Garantir uma ingestão adequada de riboflavina através de uma dieta equilibrada é fundamental para a saúde e o bem-estar geral. Em casos de deficiência ou necessidades aumentadas, suplementos de riboflavina podem ser recomendados sob orientação.






A importância da vitamina G

Considerações Finais

A disfunção sexual é um problema comum que pode afetar a qualidade de vida e o bem-estar emocional. É importante que as pessoas que experimentam dificuldades sexuais procurem ajuda médica e psicológica, pois muitas vezes os problemas podem ser tratados com sucesso. A abordagem de tratamento deve ser individualizada, considerando as causas específicas e as necessidades do paciente. Uma comunicação aberta com o parceiro e o profissional de saúde é essencial para encontrar a solução mais eficaz.


SAÚDE SEXUAL

Estar na Menopausa pode ser demais

Durante a menopausa, o corpo passa por uma série de mudanças hormonais que podem resultar em sintomas desconfortáveis como ondas de calor, suores noturnos, alterações de humor, insónias, secura vaginal e perda óssea.
Embora a terapia de reposição hormonal seja uma opção para algumas mulheres, outras podem preferir abordagens alternativas, como suplementos naturais.
Por isso, apresentamos a seguir alguns suplementos que podem ser úteis para aliviar os sintomas da menopausa.


Estar na Menopausa

Isoflavonas de Soja

As isoflavonas são compostos vegetais que podem atuar como estrogénios leves no organismo. Há estudos que sugerem que a suplementação com isoflavonas de soja pode ajudar a reduzir os sintomas da menopausa, como as ondas de calor e os suores noturnos.

Óleo de Prímula

O óleo de prímula é rico em ácido gama-linolénico (GLA), um tipo de ácido gordo Ómega-6 com propriedades anti-inflamatórias. Algumas pesquisas indicam que o óleo de prímula pode ajudar a aliviar os sintomas da menopausa, como a secura vaginal e a irritabilidade.

Black Cohosh

Black cohosh (também conhecida por Cimicifuga racemosa) é uma erva tradicionalmente usada para aliviar os sintomas da menopausa. Estudos sugerem que pode ajudar a reduzir ondas de calor e os sintomas relacionados com a menopausa, embora os resultados sejam mistos.

Cálcio e Vitamina D

A menopausa está associada a uma diminuição da densidade óssea, aumentando o risco de osteoporose. Suplementos de cálcio e vitamina D podem ser úteis para manter a saúde óssea e reduzir o risco de fraturas.


Estar na Menopausa


Estar na Menopausa


Estar na Menopausa


Estar na Menopausa

Magnésio

O magnésio desempenha um papel importante na saúde óssea e muscular, e também pode ajudar a reduzir a irritabilidade e melhorar a qualidade do sono durante a menopausa.


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Vitamina E

A vitamina E é um antioxidante que pode ajudar a reduzir os sintomas da menopausa, como as ondas de calor e os suores noturnos.


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Estar na Menopausa

Experienciar cansaço ou fadiga é comum durante a menopausa e pode afetar o corpo e a mente. A instabilidade hormonal pode causar uma sensação de cansaço generalizado pois os níveis de estrogénio e de progesterona interagem com as glândulas suprarrenais e com a tiroide, associadas às hormonas “da energia”. Também pode estar relacionado com outro sintoma da menopausa como as insónias.
Se o cansaço persistir, é importante procurar um médico para descartar outras possíveis causas e obter tratamento adequado. Algumas condições médicas podem contribuir para o cansaço como anemia, problemas da tiroide, diabetes, apneia do sono, problemas cardíacos e deficiências nutricionais.

Minimizar o cansaço na menopausa

• Ter hábitos regulares de sono
• Praticar exercício físico
• Adotar uma alimentação equilibrada
• Fazer pausas ao longo do dia
• Considerar suplementação nutricional
• Relaxar

Apesar de todos os benefícios comprovados que os suplementos podem ter no alívio da menopausa, é importante lembrar que podem ter efeitos colaterais e interagir com medicamentos, por isso, é sempre recomendável consultar um profissional de saúde antes de iniciar qualquer novo regime de suplementação, durante a menopausa. Além disso, é importante adotar um estilo de vida saudável, incluindo adotar uma dieta equilibrada, fazer exercícios físicos regulares e implementar técnicas de gestão do stress, como parte integrante do tratamento para a menopausa.
A Menopausa representa o início de uma fase em que é obrigatório cuidares bem de ti!


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Formas de Prevenir o Alzheimer

Há várias formas conhecidas que ajudam a reduzir o risco de desenvolver Alzheimer, apoiadas por fortes evidências científicas. A doença, incurável, é também a forma mais comum de demência (um termo geral para a perda de memória e das habilidades intelectuais). Tem uma evolução lenta, começa com perda de memória e termina com danos cerebrais graves.
De salientar que, até hoje, a medicina ainda não descobriu o que realmente causa a doença de Alzheimer e, portanto, as medidas consideradas preventivas tendem a retardar a doença mas, infelizmente, ainda não a evitam. 

Um estudo de 2023 publicado na “The Lancet” é “hora de nos prepararmos para o tratamento da doença de Alzheimer, mas também é hora de nos prepararmos para a prevenção”. O mundo enfrenta uma crise crescente à medida que o envelhecimento da população tende a aumentar, carregando o fardo da demência, enquanto a taxa de natalidade tende a diminuir, resultando em menos pessoas em idade activa. O Japão oferece o exemplo mais extremo destas tendências: a esperança de vida é agora de 85 anos e a taxa de natalidade diminuiu para 1,3 nascimentos por mulher.

O mesmo estudo indica ainda que “devem ser tomadas medidas imediatas para abrandar as ondas crescentes de demência provocadas pela idade”. O fator de risco mais prevalente, tratável e evitável para a demência é a hipertensão, com um risco ao longo da vida de 80%. Apenas metade das pessoas que têm hipertensão sabem que a têm, o que oferece uma grande oportunidade para retardar, mitigar e prevenir a demência, juntamente com o acidente vascular cerebral e a doença cardíaca isquémica. Existem medicamentos eficazes, amplamente disponíveis e acessíveis para tratar a hipertensão. Para evitar a sobrecarga dos sistemas de saúde no futuro, a hipertensão deve ser tratada de forma global e sistemática.
Outro passo necessário é promover a saúde cerebral integral ao longo da vida. Precisamos de tratamentos para hoje, mas de estratégias para a prevenção da demência e promoção da saúde cerebral holística para amanhã.

Formas de prevenir o Alzheimer

Manter o nível adequado de açúcar no sangue e o peso sob controle para evitar diabetes

Manter o peso em um nível saudável, normalmente abaixo de um IMC de 25

IMC= Índice de Massa Corporal

Manter-se cognitivamente ativo com leituras e aprender coisas novas

Evitar ou controlar a depressão

Tratar a hipotensão ortostática

Sensação recorrente de tontura ao se levantar

Praticar exercícios físicos e Evitar traumatismos cranianos

Comer alimentos com vitamina C ou tomar suplementos

Frutas cítricas, como laranja, tangerina e acerola, legumes, como cenoura, pimento amarelo ou vermelho, e verduras como couves e brócolos.

Reduzir a exposição à poluição do ar e ao fumo passivo do tabaco

Evitar também o hábito de fumar

Evitar abuso de álcool

Ter sono de boa qualidade

Fatores de risco para o Alzheimer 

A doença foi batizada em homenagem ao médico Alois Alzheimer. Em 1906, este neuropatologista fez uma autópsia no cérebro de uma mulher que morreu após apresentar problemas de linguagem, comportamento imprevisível e perda de memória. O Dr. Alzheimer descobriu as placas amiloides e os emaranhados neurofibrilares, considerados as marcas da doença.
Alguns fatores que podem contribuir para seu desenvolvimento, são:

Idade: a probabilidade de desenvolver Alzheimer dobra a cada cinco anos após os 65 anos. Para a maioria das pessoas, os sintomas aparecem pela primeira vez após os 60 anos.  O Alzheimer, de início precoce, é uma forma incomum de demência que atinge pessoas com menos de 65 anos e geralmente tem um fator hereditário.

História familiar: a genética desempenha um papel importante no risco de um indivíduo desenvolver esta doença.

Traumatismo craniano: existe uma possível ligação entre a doença e traumas repetidos ou perda de consciência.

Saúde do coração: o risco de demência vascular aumenta com problemas cardíacos, como hipertensão, colesterol alto e diabetes.

Sintomas relacionados ao Alzheimer

O diagnóstico de Alzheimer é feito com base em sintomas como dificuldade cognitiva. Há testes que podem ser realizados para detetar a doença, mas geralmente não são solicitados porque o diagnóstico clinico, na maioria das vezes, é suficiente.

Entre os sintomas de Alzheimer estão: 

  • Perda de memória
  • Repetir perguntas e declarações
  • Dificuldade de discernimento
  • Posicionamento incorreto de objetos
  • Mudanças de humor e de personalidade
  • Confusão mental
  • Delírios e paranoia
  •  Impulsividade
  • Convulsões
  • Dificuldade na deglutição (disfagia)


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Múltiplos Benefícios dos Suplementos de Cálcio

O cálcio é um mineral essencial que desempenha um papel fundamental em vários processos biológicos do corpo humano. Embora muitas pessoas estejam cientes de que o cálcio é vital para a saúde óssea, este artigo explora em detalhes os benefícios dos suplementos de cálcio, abordando não apenas a saúde dos ossos, mas também outros aspetos do bem-estar. Vamos explorar por que o cálcio é tão importante e como podes aproveitar ao máximo os suplementos de cálcio.

O Papel Vital do Cálcio

Na Saúde Óssea:

  • O cálcio é um componente crucial para a formação e manutenção dos ossos e dentes.
  • A ingestão adequada de cálcio ao longo da vida pode ajudar a prevenir a perda óssea relacionada à idade, osteoporose e fraturas.

Na Função Muscular: 

  • O cálcio é essencial para a contração muscular, incluindo os músculos cardíacos.
  • A deficiência de cálcio pode levar a cãibras musculares e fraqueza.

Na Transmissão Nervosa:

  • O cálcio desempenha um papel na transmissão de sinais nervosos.
  • Níveis adequados de cálcio são importantes para a função cognitiva e a saúde do sistema nervoso.

Na Coagulação Sanguínea:

  • O cálcio é necessário para o processo de coagulação sanguínea.
  • A deficiência de cálcio pode aumentar o risco de sangramento excessivo.

Benefícios dos Suplementos de Cálcio

    1.  

Benefícios dos Suplementos de Cálcio

Saúde Óssea Melhorada: Os suplementos de cálcio podem ajudar a prevenir a perda óssea e manter a densidade óssea em adultos e idosos. Também podem ser úteis na gestão da osteoporose.

Prevenção de Cãibras Musculares: A suplementação de cálcio pode reduzir a ocorrência de cãibras musculares, especialmente em atletas.

Função Cardiovascular: O cálcio desempenha um papel na regulação da pressão arterial, ajudando a manter um coração saudável.

Prevenção de Síndrome Pré-Menstrual (SPM): Algumas pesquisas sugerem que o cálcio pode aliviar os sintomas da SPM, como inchaço e irritabilidade.

Saúde Dental: O cálcio é essencial para a saúde dos dentes, ajudando a prevenir a cárie dentária.

Controle de Peso: Algumas evidências sugerem que o cálcio pode desempenhar um papel na regulação do peso corporal, contribuindo para a queima de gordura.

Quando os Suplementos de Cálcio são Necessários?

Pessoas com Deficiência Dietética:

  • Pessoas com dietas pobres em alimentos ricos em cálcio, como laticínios, vegetais de folhas verdes e frutos secos, podem precisar de suplementos.

Pessoas com Necessidades Específicas:

  • Grávidas e lactantes precisam de cálcio extra para o desenvolvimento do feto e a produção de leite.
  • Idosos podem ter dificuldade em absorver cálcio suficiente dos alimentos.

 

Pessoas com Osteoporose e Risco de Fratura:

  • Pessoas com osteoporose ou alto risco de fraturas podem se beneficiar de suplementos de cálcio para fortalecer os ossos.

Como Escolher e Usar Suplementos de Cálcio

Tipo de Suplemento: Existem diferentes tipos de suplementos de cálcio, como carbonato de cálcio, citrato de cálcio e lactato de cálcio. Consulta um profissional de saúde para determinar o mais adequado para ti.

Dosagem Adequada: A dosagem recomendada pode variar, mas muitos adultos precisam de cerca de 1000 a 1300 mg de cálcio por dia. É importante não exceder a dose recomendada, pois o excesso de cálcio pode causar problemas de saúde.

Absorção Adequada: O cálcio é melhor absorvido quando tomado com alimentos e dividido em doses menores ao longo do dia.

Interações com Medicamentos: Verifica com o teu médico se os suplementos de cálcio interagem com quaisquer medicamentos que estejas a tomar.

Conclusão

Os suplementos de cálcio oferecem uma série de benefícios para a saúde, incluindo a promoção da saúde óssea, a prevenção de cãibras musculares e o suporte à saúde cardiovascular. No entanto, é importante tomar suplementos de cálcio com responsabilidade e sob orientação médica, especialmente se tiveres condições de saúde específicas. Mantém uma dieta equilibrada e saudável rica em fontes naturais de cálcio para complementar os teus esforços na ânsia de uma vida longa e saudável.


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A Importância da Melatonina: Hormona do Sono e da Saúde

A melatonina, muitas vezes chamada de “hormona do sono”, desempenha um papel fundamental na regulação dos ritmos circadianos e na promoção de um sono saudável. No entanto, o seu impacto vai além disso, afetando vários aspetos da saúde humana. Nos últimos tempos muito se tem falado sobre a importância da Melatonina na regulação do sono.  Resumidamente, a melatonina é uma hormona produzida de forma natural pelo nosso organismo, ao anoitecer.  É na verdade uma hormona essencial na promoção de uma noite relaxada e descansada e por isso devemos evitar todas as situações que possam levar a uma inibição da sua produção no nosso organismo.
Horários de trabalho desregulados, viagens a locais com outro fuso horário, o envelhecimento e a exposição excessiva à luminosidade são alguns dos principais fatores que podem contribuir para uma desregulação na produção melatonina e levar a dias menos produtivos e com menos energia. 
Neste artigo, exploramos em detalhe a importância da melatonina, como ela influencia o sono e como desempenha um papel crucial na nossa saúde global.

A Melatonina e os Ritmos Circadianos

O Relógio Interno:

    • A melatonina é uma hormona produzida naturalmente pela glândula pineal no cérebro, sendo regulada pelo ritmo circadiano.
    • Este relógio biológico interno ajuda a sincronizar processos vitais como o sono, o apetite e a temperatura corporal. 

Produção e Escuridão:

      • A produção de melatonina é estimulada pela escuridão e inibida pela luz, o que explica por que nos sentimos sonolentos à noite. Ao anoitecer, dá preferência a ambientes mais escuros e reduz a luminosidade na casa. 
      • A luz artificial intensa à noite, especialmente a luz azul dos ecrãs, pode interferir na produção de melatonina.

A Importância do Sono de Qualidade

Promoção do Sono:

    • A melatonina é o principal regulador do sono, induzindo o estado de sonolência.
    • Suplementos de melatonina podem ser benéficos para pessoas com insónias ou com dificuldades de sono.

Qualidade do Sono:

      • Além de ajudar a adormecer, a melatonina também contribui para a qualidade do sono, mantendo um padrão estável de sono durante a noite.
        Faz exercício físico. Além de relaxar a mente e ajudar-te a manteres a boa forma física, também promove a libertação de neurotransmissores que, em conjunto com a melatonina, contribuem para teres uma noite mais relaxada.

A Importância da Melatonina

Além do Sono

Antioxidante Poderoso:

    • A melatonina possui propriedades antioxidantes, protegendo as células contra danos dos radicais livres.
    • Este papel antioxidante pode ter implicações na prevenção de doenças crónicas, incluindo doenças cardíacas e cancro.

Regulação do Sistema Imunitário:

    • A melatonina desempenha um papel na modulação do sistema imunitário, contribuindo para a resposta a infeções e doenças autoimunes.

Impacto na Saúde Cerebral:

    • Estudos sugerem que a melatonina pode proteger o cérebro contra doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.

Bem-Estar Mental:

    • A melatonina pode influenciar o humor e reduzir os sintomas de depressão e ansiedade, uma vez que está ligada à regulação hormonal e aos ritmos circadianos.

Fatores que Influenciam a Melatonina

Luz Azul e Tecnologia:

    • A exposição à luz azul de dispositivos eletrónicos à noite pode suprimir a produção de melatonina, prejudicando o sono. Evita a utilização de aparelhos com fontes luminosas antes de ir para a cama (telemóveis, tablets, televisão, etc.). A luz emitida por estes dispositivos bloqueia o cérebro de perceber que já é noite, impedindo uma produção adequada de melatonina.

Envelhecimento:

    • A produção de melatonina tende a diminuir com a idade, explicando a razão dos idosos frequentemente terem problemas de sono.

Estilo de Vida e Dieta:

    • Uma dieta equilibrada e rica em triptofano (um aminoácido precursor da melatonina) pode promover a produção saudável desta hormona. Evita o consumo de alimentos processados, ricos em gorduras saturadas e açúcares simples. São de digestão mais difícil e, consequentemente, interferem na qualidade do teu sono. Inclui na tua alimentação alimentos que sejam fonte de triptofano como aveia, banana e amêndoas. 

Conclusão

A melatonina é mais do que apenas um regulador do sono; é um protagonista vital na nossa saúde global. Desde regular o sono até atuar como um antioxidante e influenciar a saúde cerebral e mental, esta hormona tem um impacto profundo. Manter os níveis saudáveis de melatonina exige atenção à exposição à luz, a práticas de sono adequadas e a um estilo de vida equilibrado. Considerando a influência da melatonina em tantos aspetos da nossa saúde, é evidente que valorizar e cuidar do nosso ritmo circadiano tem um efeito duradouro na nossa qualidade de vida e bem-estar geral.
Se consideras a suplementação com melatonina, é sempre aconselhável consultares um profissional de saúde.


SUPLEMENTOS DE MELATONINA

Ansiedade, Depressão, Insónia e Stress

No seguimento do post anterior, resolvemos continuar um pouco a temática da eventual sintomatologia pós-covid.
A batalha contra o coronavírus pode não estar completamente vencida após a alta médica em pessoas que tiveram de ser internadas. Isso porque alguns sintomas podem persistir durante meses e até mesmo anos, comprometendo a qualidade de vida de quem se contaminou com o vírus.

AnsiedadeDepressão, Insónias e Stress pós-traumático

Em pesquisas recentes verificou-se haver muitas pessoas que relatam ainda sentirem dores e impacto no estado emocional, registando sintomas de ansiedade, depressão, insónia e stress pós-traumático.

A saúde mental certamente terá sido afetada devido ao isolamento do paciente durante o internamento, em que ficou privado das visitas familiares e amigos. Além disso, antes mesmo da definição do diagnóstico, esses pacientes relataram sentir medo contaminação no ambiente hospitalar e, quando a Covid lhes foi confirmada, o medo passou a ser da incerteza da evolução da doença. Isto continua a verificar-se, embora estatisticamente o número de pessoas a terem de recorrer a ajuda médica seja muito menor que antes.

As pessoas que não necessitaram de ajuda hospitalar mas que contraíram o vírus, muitas delas experimentaram fases de depressão e falta de sono. Ainda não existem evidências da correlação da doença com estes sintomas, mas a verdade é que eles permanecem e se estendem no tempo se não forem convenientemente tratados.

Depressão e Insónias

Insónias

A insónia pode ser definida como uma experiência subjetiva de sono inadequado ou de qualidade limitada, apesar de existir uma oportunidade e condições adequadas para dormir, com prejuízo para o funcionamento social, ocupacional e de outras atividades diurnas. Pode ainda ser definida como dificuldade em iniciar o sono (insónia inicial), dificuldade em mantê-lo (insónia intermédia), acordar muito cedo (insónia terminal) ou, embora com menor frequência, queixas de sono não restaurador ou sono de má qualidade.
Quanto à duração, pode ser aguda (duração inferior a quatro semanas) ou crónica (duração superior a quatro semanas) com os sintomas a ocorrerem pelo menos em três das noites por semana.

O sono preenche aproximadamente um terço da vida e é fundamental para a nossa recuperação física e psíquica. As perturbações do sono constituem um problema de saúde pública que requer intervenção.
Em Portugal, de acordo com os resultados obtidos em alguns estudos, 28% da população com mais 18 anos sofre de insónia, pelo menos três noites por semana (nas pessoas com mais de 65 anos, as queixas de insónias chegam aos 50%), com repercussões negativas na saúde e na qualidade de vida. É o distúrbio do sono mais frequente no adulto e associa-se a importantes consequências, como o aumento da mortalidade causada por doenças cardiovasculares, distúrbios psiquiátricos, diabetes, acidentes e absentismo laboral. Existem variações do sono ao longo da vida que são normais, mas a insónia nunca é normal. 

 

Depressão e Insónias

Sintomas

As insónias manifestam-se normalmente por:

  • presença dum padrão do sono alterado, caracterizado pela dificuldade em adormecer, por duração insuficiente acordando demasiado cedo, por despertares frequentes ou prolongados e por variabilidade do padrão de noite para noite; 
  • qualidade do sono, caracterizada por ansiedade ou agitação antes ou durante, sensação de cansaço ao acordar e experiências de sono desagradáveis, nomeadamente com pesadelos; 
  • sequelas diurnas, caracterizadas por sonolência, fadiga, dificuldade de concentração, falta de energia, ansiedade, depressão ou irritabilidade,
  • problemas de aprendizagem e de memória que afetam o rendimento no trabalho e na escola.

A insónia transitória (duração de uma a várias noites) é uma situação comum e sem consequências graves. A persistente ou crónica (duração de meses/anos) pode corresponder a uma situação de doença que deverá ser avaliada por um médico.

Causas

As causas mais frequentes de insónia aguda são o stress situacional (laboral, interpessoal, financeiro ou outro), ambiental (ruído no quarto) e morte ou doença de uma pessoa próxima. Acrescenta-se a estes fatores clássicos o medo de novas infeções por covid e as possíveis consequencias.

As causas podem ser dividida em primária (não é provocada por condição física ou mental conhecida) ou secundária (originada por outra doença médica ou psiquiátrica, medicamentos, entre outros.). A prevalência da secundária é muito superior à da primária, e parece estar a aumentar.

Os distúrbios do humor e ansiedade estão presentes em 30% a 50% dos doentes com insónia. As doenças médicas (mais frequentemente a dor) são encontradas em 10% dos doentes, o abuso de substâncias é encontrado noutros 10% e apenas 10% parece resultar de distúrbios primários do sono.
As doenças psiquiátricas que mais frequentemente se apresentam com insónia, incluem depressão e ansiedade.
Estão descritos como fatores de risco o aumento da idade, o género feminino, a presença de outras doenças (doença médica, psiquiátrica, abuso de substâncias), escassas relações sociais, baixo nível socio-económico, separação matrimonial ou de um parceiro, desemprego e o trabalho por turnos.

A doença de Alzheimer e a de Parkinson também podem originar insónias, bem como as patologias que causam dor, dificuldade em respirar, problemas da tiroide ou digestivos, acidentes vasculares cerebrais e a menopausa.

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